O futuro do CNE em um governo autoritário

O Conselho Nacional de Educação foi aparelhado no governo Temer para cumprir o projeto dos reformadores empresariais da educação. Agora, pensa-se alterar sua composição para cumprir a agenda estritamente ideológica (a dos costumes) do governo Bolsonaro.

Segundo reportagem da Folha de São Paulo houve no MEC um pedido para que a equipe jurídica do ministério preparasse um parecer para acabar com o Conselho Nacional de Educação – ou como é chamado no MEC: Conselho Soviético de Educação – mas “acabou não prosperando”. Isso indica como o atual ministro lida com câmaras democraticamente constituídas. Atualmente, ainda segundo a mesma reportagem, estuda-se interferir no CNE sendo aventada a indicação de religiosos.

Leia aqui.

Nos próximos dias, o MEC deve anunciar ações para a ampliação das escolas civico-militares pelo país. A ideia destas escolas é basear seu projeto formativo na pauta do “civismo, na hierarquia, no respeito mútuo, sem qualquer tipo de ideologia” (sic!). Hoje elas estão concentradas em Goiás com certa de 50 delas já instaladas. Quanto às políticas que estavam em curso em administrações anteriores, há indefinições.

 

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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