As corporações, a privatização e o dinheiro público

Um pequeno exemplo do que acontecerá por aqui com a entrega de nossas escolas ao setor empresarial, via terceirização e vouchers, (seja para instituições com ou sem fins lucrativos) pode ser encontrado na denúncia do movimento de resistência à terceirização de escolas em Ohio (EUA).

A denúncia envolve uma prática corriqueira no terceiro setor que se desenvolve à sombra do dinheiro público – ou como se costuma dizer “com dinheiro dos pagadores de impostos”. Este setor estrutura-se de forma ramificada e subcontrata outras empresas do próprio grupo com acordos generosos, o que levou Peter Greene a chamar este setor de “máquina de lavagem de dinheiro”.

O exemplo de Ohio ilustra bem.

“Uma das corporações Gulen (MDN da Ahmet Duran, agente da Houston TX LLC) comprou um prédio em Dayton por US $ 414.000 em 2011. Uma empresa ligada à Dayton Horizon Science Academy comprou o mesmo prédio da MDN de Dayton por US $ 1,25 milhão. Uma charter [do grupo] – a Academia de Ciências Gulen Horizon – ocupa o edifício.

O preço de venda do edifício triplicou em oito anos. Sem dúvida, a charter [que funciona no local] pagará um preço generoso pelo aluguel. Essa é uma prática comum no setor de terceirização. Isso deixa menos dinheiro para as despesas com a sala de aula.

Os seguidores de Fethullah Gulen operam um vasto império de escolas charters e uma rede de outras empresas inter-relacionadas nos EUA. Parece que grande parte do capital investido nos negócios da Gulen é proveniente das charters da Gulen, com apoio de dinheiro público, fiscal.

Os gulenistas operam mais de 150 empresas e mais de 160 organizações sem fins lucrativos, e cerca de 200 escolas charter nos EUA. “

Leia aqui.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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