CNE vai formalizar a introdução da aprendizagem híbrida

A aprendizagem híbrida será formalizada pelo Conselho Nacional de Educação de forma a impulsionar seu uso nas redes de ensino. Concedeu magnânimos 10 dias de prazo para manifestações.

Ele aparece no texto como uma metodologia de ensino, portanto fora dos limites de controle da Educação à Distância.

Na visão do CNE, a aprendizagem híbrida, ao contrário do que acontece em outros países onde há uma preocupação com suas consequências para estudantes e professores, no Brasil, só poderá haver benefício. De fato, ele vem como um complemento à implementação da BNCC, e será o longo braço do controle da BNCC sobre as escolas, o magistério e estudantes e, sem dúvida, com tecnologia de avaliação embarcada.

O CNE divulgou texto de referência para implementação do ensino hibrido no ensino básico e superior. Para ele:

Esse contexto de urgência,de criar soluções inéditas e imponderáveis para questões históricas, foi agravado agora,de modo mais evidenciado, pela Pandemia do Corona Vírus Covid19.Tudo indica que a pandemia vai passar, mas as metodologias de aprendizagem híbrida, objetivando garantir melhores resultados de aprendizagem, vão permanecer. Esta nova realidade se apresenta no cenário nacional da Educação como resultado direto da referida pandemia. De início, exigiu uma paralização imediata das aulas presenciais, obrigando professores e estudantes a uma rápida adaptação à essa nova realidade. Hoje, estamos vivendo um novo momento, de convivência necessária comum ensino flexível alternando tempos e espaços presenciais e não presenciais.”

Como sempre, as soluções educacionais que a reforma empresarial pensa para a educação são vistas como soluções tecnológicas intra-escolares que independem das condições de operação das escolas brasileiras e das condições de vida dos estudantes.

Vamos ter que investigar as novas formas de exclusão que serão implementadas com esta metodologia que virá colada à introdução de plataformas on line de aprendizagem.

Acesse o texto de referência do CNE aqui.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
Esse post foi publicado em Estreitamento Curricular, Links para pesquisas, MEC sob Bolsonaro, Responsabilização/accountability, Segregação/exclusão e marcado , , , . Guardar link permanente.

2 respostas para CNE vai formalizar a introdução da aprendizagem híbrida

  1. Pingback: Bolo do Freitas, 17/11/2021 – Grupo de Pesquisa em Avaliação e Organização do Trabalho Pedagógico

  2. Jean Piton disse:

    Prezado Prof. Freitas. Além do interesse das redes particulares de ensino, somamos o interesse das gigantes em tecnologia como a Google e Microsoft. O ensino híbrido (ou a distância) só é possível com o uso de um ambiente virtual de aprendizagem (AVA) e, até onde sei, o classroom tem sido mais utilizado, além do gmeet. Outra preocupação que devemos ter é quanto à coleta e uso de dados, incluindo imagem e som. Atenciosamente

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