Postado originalmente na UOL em 14/04/2012
Telma Mildner nos envia excelente matéria divulgada pelo Observatório da Educação e que dá uma visão ampla do processo de privatização do ensino médio em São Paulo, sob Alckmin. Ela também mostra como a privatização é planejada pela iniciativa privada, com custo pago por empresários que querem o controle ideológico da escola. É ela quem paga os custos do projeto para o ICE e para a Mckinsey.
Com incentivo de empresas, São Paulo terá mais 100 escolas “modelo” no ano que vem
Qui, 12 de Abril de 2012 17:00
Programa Educação Compromisso de São Paulo, atualmente testado em 16 escolas de ensino médio, será estendido também para o ensino fundamental II em 2013; falta transparência sobre parcerias e recursos
Escolas de tempo integral, apenas com professores de dedicação exclusiva. Laboratórios, três refeições diárias, parceria com empresas. Com esse modelo, iniciado neste ano pelo programa “Educação Compromisso de São Paulo”, o governo paulista pretende posicionar seu sistema educacional entre os 25 melhores do mundo até 2030. Hoje, São Paulo fica atrás de unidades da federação como Distrito Federal, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Espírito Santo no PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos, 2009). O Brasil ocupa a 53ª posição desse ranking.
O Programa foi lançado em dezembro de 2011 por um decreto (nº 57.571/2011). Questionada pelo Observatório se o programa dialoga de alguma forma com o Plano Estadual de Educação (nunca divulgado, o texto está sob consulta no Conselho Estadual de Educação há dois anos), a Secretaria Estadual de Educação (SEE) informou que o decreto “segue os princípios norteadores do plano”. Não informou, no entanto, quais seriam esses princípios. São Paulo é um dos 16 estados brasileiros que ainda não possuem um plano estruturado com metas para a educação, de acordo com levantamento do Observatório.
Continue lendo em: