CEFET RJ: alunos resistem a interventor do MEC

O Ministério da Educação nomeou um interventor para o CEFET-RJ (Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca), retirando do cargo o diretor-geral Maurício Motta, eleito democraticamente. A nomeação do interventor é temporária, segundo do MEC, que alega estar examinando o processo eleitoral.

Leia aqui.

Na primeira tentativa para assumir o cargo, os estudantes se mobilizaram e o interventor não pode entrar na sala da direção, abandonando a instituição. A luta continua.

Veja aqui.

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Militarização à força: cai a máscara no DF

O governador do Distrito Federal disse ao Metrópoles que vai implementar a militarização das escolas em Brasília mesmo que a comunidade da escola não queira. Derrotado em quatro escolas das seis consultadas, o governador disse:

“… o Gisno – que disse “não” à proposta – é um colégio com índices de desempenho ruins: “Eu vou mudar essa condição. E isso vai ocorrer a partir da gestão compartilhada”. “Democracia foi no dia que me elegeram governador com mais de um milhão de votos. Me escolheram para poder fazer a mudança, mudar para melhor. Quem governa sou eu, os que estiverem insatisfeitos com a gestão compartilhada busquem a Justiça. Tenho certeza de que as melhorias virão”, pontuou.”

Leia mais  aqui.

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Brasília: a militarização de escolas continua

A batalha da escola pública contra a militarização em Brasília deve ser analisada com muita atenção, pois ela é uma antecipação da batalha contra a privatização. Os defensores da militarização deslocam para os pais a decisão de militarizar uma escola e apostam no medo e na insegurança dos pais, os quais associam a presença dos militares no interior da escola a mais segurança para seus filhos.

Ao aceitarem a militarização, os pais estão acuados pelo medo e acreditam que os filhos terão mais segurança com a militarização, no entanto, estão submetendo seus filhos a situações que poderão marcar negativamente a história de vida destes.

Quando a política privatista do MEC e dos governos locais chegar ao ensino básico (como já aconteceu no ensino superior), o mesmo processo se repetirá: perguntarão aos pais se querem ou não privatizar suas escolas. As fundações privadas vão financiar materialmente a campanha pela privatização junto aos pais, com apoio da  mídia e dos fundos de investimento, principais interessados na privatização.

Esta é a razão pela qual é fundamental que os pais sejam incluídos no processo de luta pela escola pública de gestão pública – sem privatização e sem militarização.

O Sindicato – SIMPRODF – tem feito em Brasília um trabalho importante.

“Cinco escolas públicas do Distrito Federal, por meio das comunidades escolares, votaram se aceitam ou não a intervenção militar no CEF 19 de Taguatinga, no CEF 407 de Samambaia, no CED Gisno Plano Piloto, no CED 1 do Itapoã e no CEF 1 do Núcleo Bandeirante (Sapão). O CED Estância III teve sua votação no dia 10 de agosto.

Utilizando a artimanha de aproveitar o esvaziamento da comunidade escolar no final de semana, o Governo do Distrito Federal marcou a votação para o sábado. A princípio a votação deveria acontecer durante a semana, quando o quórum é maior. Diante desta artimanha, a militarização foi REJEITADA em QUATRO das seis unidades escolares.”

Leia aqui.

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Alfabetização e a cartilha da discórdia

Os liberais continuam “surpresos”. Mascarado de evidência empírica decisiva, o método fônico emerge como o único método de alfabetização a ser implementado pelo MEC. Como sabemos, evidências empíricas sólidas incluem a análise das evidências empíricas contrárias, as quais são, no decorrer da análise debatidas e eventualmente negadas.

Nada disso acontece nas ditas “evidências” do método fônico mencionadas pelo MEC. É uma visão unilateral e seletiva que desconhece a evidência contrária. Eliminando o “adversário” já na partida, na maioria das vezes por critérios ideológicos, fica fácil emergir como o único método bem sucedido.  Como aponta articulista da Folha:

“Os defensores da proposta do MEC, que prioriza alocar recursos federais em programas pautados apenas pela abordagem fônica, afirmam ser essa a única solução “baseada em evidências”. Isso é uma falácia. As evidências científicas em torno de propostas construtivistas também são abundantes e robustas. E o campo de pesquisa especializado tem sido bastante responsável e efetivo em demonstrar que reconhecer apenas no método fônico um cuidado pedagógico diligente é um erro crasso…”

Leia aqui.

Como aponta O globo:

“Nas 56 páginas, a cartilha divulgada dá ênfase, por exemplo, ao método fônico, que privilegia o som das letras no aprendizado, e afirma que “a alfabetização no Brasil deverá basear-se em resultados, evidências científicas”. As evidências, no entanto, não foram apresentadas no evento de divulgação da cartilha.”

Leia aqui.

Quando os liberais vão passar da “surpresa” para a ação?

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UFABC debateu o “Future-se”

A UFABC realizou debate sobre o “Future-se”, proposto pelo Ministério da Educação (MEC). O evento “Future-se? A universidade pública brasileira entre impasses e promessas” ocorreu em 12 de agosto e foi liderado pelo Fórum Permanente de Políticas Educacionais da UFABC. O debate foi composto por três mesas.

Sob o título “Universidade pública e conjuntura política”, a primeira mesa foi mediada pela professora Vanessa Elias de Oliveira (Bacharelado em Políticas Públicas) e contou com a participação do reitor Dácio Matheus, bem como de Maria Paula Dallari Bucci, docente da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e ex-secretária de Educação Superior do MEC (2008-2010).

Assista aqui.

Intitulada “Gestão do ensino superior brasileiro: contornos jurídicos, organizações sociais e comparações internacionais”, a segunda mesa foi coordenada pelo professor Salomão Ximenes (Bacharelado em Políticas Públicas) e teve como participantes os docentes Reginaldo Corrêa Moraes (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de Campinas), Carolina Gabas Stuchi (Bacharelado em Políticas Públicas) e Maria Caramez Carlotto (Bacharelado em Relações Internacionais e Associação Docente da UFABC).

Assista aqui.

Mediada pelo professor Fernando Cássio (Licenciatura em Química), a mêsa III contou com as intervenções de Otaviano Augusto Marcondes Helene (professor livre-docente do Instituto de Física da USP), Marina Campos de Avelar (Rede Global de Políticas Internacionais e Cooperação em Educação Norrag) e Mônica Schröder (pró-reitora de Planejamento e Desenvolvimento Institucional da UFABC).

Assista aqui.

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USA: escolas charters e vouchers em baixa

Ao contrário de outras eleições americanas, nenhum dos candidatos do Partido Democrata apoia abertamente a privatização da educação por escolas charters e vouchers. Até mesmo candidatos que no passado apoiaram evitam manifestar agora seu apoio.

A mudança se deve a um intenso movimento de enfrentamento à privatização das escolas americanas e a uma maior conscientização dos pais em relação aos malefícios da privatização. Pais votam. Os candidatos a presidente democratas já detectaram a mudança.

Fica aí o alerta para a esquerda brasileira: escola pública de gestão pública é a meta.

Leia aqui.

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13A: manifestações pela educação

Mais de 150 municípios de todo o Brasil estão com atos programados para esta terça-feira (13  de Agosto) como parte da Jornada de Luta Pela Educação, convocada pela União Nacional dos Estudantes (UNE). Os principais alvos dos protestos são o programa do governo federal “Future-se” – que pretende terceirizar o financiamento do setor –, os cortes no orçamento da educação e a reforma da Previdência, que está em tramitação no Senado. Ao todo, 26 dos 27 estados já confirmaram manifestações.

Leia aqui.

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UFRJ rejeita o Future-se

A Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ – mostra o caminho a seguir: Conselho Universitário rejeita entrar no Future-se. Por meio de nota assinada pela Reitoria, instituição apontou uma série de fatores do projeto que comprometeriam a integridade administrativa, pedagógica, científica e patrimonial da universidade.

Leia matéria aqui.

“Pela sua configuração atual, o Future-se não se apresenta disposto a promover o fortalecimento da autonomia universitária. Contrario sensu, pode indicar retrocesso aos avanços do ordenamento jurídico pátrio garantidores das melhores perspectivas para o desenvolvimento socioeconômico, científico e cultural do país, que emergem das Ifes. Em outros termos, as disposições da proposta do Programa, nesse contexto original, tendem a romper o invólucro constitucional que protege a autonomia administrativa, didática e de gestão financeira das Ifes, que passaria a depender e ser gerida pela OS”.

Leia íntegra da nota aqui.

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Novo livro: “Um torneio sem vencedores”

Diane Ravitch divulga revisão de Mercedes Schneider sobre o livro “Um torneio sem vencedores: Como os alunos experimentam a escolha da escola competitiva”, publicado por Kate Phillippo em março de 2019.

Entre os achaIMG_1557dos da autora está a constatação de que a disputa gera uma atitude de autopreservação que dificulta o envolvimento do estudante com os colegas.

 

Acesse a revisão de Schneider aqui.

Acesse o livro de Phillippo aqui.

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Novo estudo: privatização promove segregação

A teoria da “escolha da escola” pelos pais – que está chegando para o Brasil agora -, impulsionou o desenvolvimento da terceirização da escola pública para entidades privadas com ou sem fins lucrativos e seu complemento, os vouchers.

Sua vocação segregacionista apareceu logo que ela foi posta em prática na Virgínia (USA) nos anos 50, como forma de enganar uma decisão da Corte Suprema americana que determinava a imediata segregação das escolas. A teoria da “escolha” permitia aos pais de alunos brancos escolherem escolas terceirizadas que não aceitavam veladamente os negros.

Ao longo do tempo, reiteradamente os estudos têm apontado que a terceirização promoveu, entre outras mazelas, exatamente este desejo de conter os negros e os pobres em redutos a eles destinados: as escolas charters – escolas públicas operadas pela iniciativa privada.

Estudo de Julian Vasquez Heilig; Jameson Brewer e Yohuru Williams mostra que as escolas charters americanas promovem uma dupla segregação: por raça e por classe social. Dizem os autores:

“Nós encontramos que a dupla segregação por raça e classe é maior em escolas charters. É mais provável que as charters sejam segregadas, mesmo quando se controla a demografia etnorracial local. A maioria dos estados tem pelo menos metade dos negros e um terço da Latinos em charters muito segregadas.”

Acesse aqui.

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Seminário na UFABC analisará o “Future-se”

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Baixe a programação aqui.

Future-se?

A Universidade Pública Brasileira entre impasses e promessas

No dia 12 de agosto próximo um seminário na UFABC analisará o Future-se.

PROGRAMAÇÃO

9:00 – 10:30

ABERTURA: Universidade pública e conjuntura política

Dácio Matheus (Reitor da UFABC)
Maria Paula Dallari Bucci (USP, ex-SESu MEC)
Daniel Cara (Campanha Nacional pelo Direito à Educação)
Mediação: Vanessa Elias de Oliveira

10:30 – 13:00

GESTÃO DO ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO: Contornos jurídicos, organizações sociais e comparações internacionais

Carolina Gabas Stuchi (UFABC)
Reginaldo Moraes (Unicamp)
Maria Caramez Carlotto (UFABC)
Mediação: Salomão Ximenes

15:00 – 17:30

FINANCIAMENTO DO ENSINO SUPERIOR: Fontes de recursos próprios, fundos patrimoniais e outros modelos

Otaviano Helene (USP)
Marina Avelar (Norrag)
Mônica Schröder (Propladi / UFABC)
Mediação: Fernando Cássio

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Ministro da educação quer discutir vouchers

Em entrevista à Radio Gaucha o ministro da educação diz que não quer cobrar mensalidades nas universidades federais, e revela o que pretende para o futuro da educação: vouchers.

“O debate que eu gostaria de fazer é o seguinte: se a graduação de um aluno de uma (universidade) federal é de, em média, R$ 450 mil para o pagador de imposto, porque não chegamos para esse aluno e dizemos que daremos a ele R$ 300 mil para se formar onde ele quiser”.

Leia aqui.

Com o voucher o aluno poderia estudar em uma universidade pública ou privada e, portanto, o dinheiro público que hoje financia as universidades seria desviado das universidades públicas para as privadas em um processo de indução à privatização.

Ou seja, além do “Future-se” existirão mais medidas para a eliminação do sistema público de educação – tanto no ensino superior como na educação básica.

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México abandona políticas neoliberais

Lopes Obrador, presidente do México, explica porque aquele país abandonou as políticas neoliberais. Mostra como as privatizações e as reformas estruturais produziram a maior desigualdade social de toda a história do México e distingue entre crescimento econômico, que pode ficar concentrado em uma minoria, e desenvolvimento social e econômico com equidade. México, durante as políticas neoliberais galgou a posição de quarto país do mundo em número de milionários.

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Chile: 50 mil professores nas ruas

O Colégio de Professores do Chile colocou nas ruas mais de 50 mil professores demandando melhores condições de trabalho e contra a reforma educacional que torna disciplinas de história, artes e educação física optativas nos dois últimos anos do ensino médio.

A greve durou quase dois meses. Também os estudantes se somaram em apoio à greve protestando contra uma lei chamada de “Aula Segura” que permite revistar mochilas nas escolas e expulsar alunos que tenham cometido faltas graves nas escolas.

A greve foi suspensa esta semana, mas a pauta de reivindicações continua.

Leia aqui e aqui.

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Nota conjunta das Instituições Federais do Rio

As Instituições Federais sediadas no Rio de Janeiro emitiram nota conjunta em que se posicionam sobre o Future-se.

São elas: Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ); Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF); Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ); Universidade Federal Fluminense (UFF); Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio).

Na nota afirmam:

“A falta de detalhamento é um empecilho à avaliação pormenorizada. Contudo, fica evidente a ausência de definição de políticas educacionais, mesmo aquelas que já deveriam estar alinhadas ao Plano Nacional de Educação aprovado por unanimidade no congresso nacional. O projeto faz uso de linguagem do mercado financeiro sobre a criação de fundos de investimento, direito de nomeação, cessão de imóveis públicos, entre outros, sem oferecer detalhes sobre responsabilidades, riscos e outras condições. Apesar de a base do programa ser focada em medidas financeiras e administrativas, não foi apresentada nenhuma perspectiva real de aumento no investimento das Ifes no curto ou médio prazos.

Não está claro se o MEC objetiva criar uma composição orçamentária em que as Ifes seriam encarregadas de levantar um percentual fixo de seu custeio, eximindo o Estado de sua responsabilidade, o que é perverso para o desenvolvimento socioeconômico da nação.

Diante do exposto, reafirmamos nossa disposição de debater toda e qualquer proposta para a universidade brasileira, sempre guiados pelos princípios constitucionais e republicanos, com responsabilidade não somente com os novos tempos, mas também com a vida presente de nossas instituições.”

Baixe a íntegra aqui.

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Souza Jr. analisa o “Future-se”

O ex-reitor da Universidade de Brasília – UnB, José Geraldo de Sousa Junior, em entrevista à IHU On-Line, analisa o Future-se:

“As propostas do programa Future-se, recém lançado pelo Ministério da Educação – MEC com a justificativa de fortalecer a autonomia administrativa, financeira e de gestão das Universidades Federais de Ensino Superior por meio de parcerias com organizações sociais e captação de recursos, já são implementadas nas universidades públicas federais.”

Mas salienta:

“A diferença, no que aqui se chama novidade da proposta do MEC, é o caráter inteiramente vendido à lógica privatizante e mercadorizadora do projeto econômico-político que está por trás, delirante do ethos público universitário que marca o sentido social e político da universidade como condição estratégica para o desenvolvimento soberano do país. Daí as críticas”.”

Leia a entrevista aqui.

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Bônus: a “novidade” do novo “mais médicos”

Como todo fundamentalismo, o fundamentalismo de mercado parte da premissa de que os indivíduos só são devidamente motivados externamente, por dinheiro. Para eles, motivação interna inexiste.

É a lógica do mercado e, por isso mesmo, que não serve para tudo. Mas em tempos neoliberais baseados em fundamentalismos, não bastassem os professores serem submetidos a estas práticas, agora até os médicos do novo “mais médicos pelo Brasil” terão seu salário turbinado se seus consultórios se transformarem em uma porta giratória com clientes entrando por um lado e saindo rapidamente pelo outro.

Cada vez mais os médicos têm reconhecido a importância da “conversa” para entender o que os pacientes de fato sentem e poder, aliados a exames, diagnosticar. Um dos aspectos mais elogiados do antigo “mais médicos” era exatamente esta possibilidade de receber atenção e conversar com o médico.

Agora, é bônus por atendimento. Velocidade, eficiência medida por resultados: número de pacientes atendidos.

“Batizado de Médicos pelo Brasil, o novo programa que será criado pelo Ministério da Saúde para levar médicos ao interior do país terá seleção por meio de prova objetiva, contratação por vínculo CLT, especialização e salário com bônus atrelado a indicadores de desempenho. “

Leia mais aqui.

Ricardo Semler, um empresário, resume bem a bobagem dos bônus:

“O caminho de ouvir empresários e dar bônus aos professores em função de nota, por exemplo, demonstra como se está pensando a escola de trás para a frente.

Ora, dar gratificação ao professor para que gere boas notas em provas tacanhas, em apenas duas matérias, é o mesmo que dar comissão a corretor imobiliário para que venda aquele terreno micado, e não o mais difícil de mostrar.”

Antes que esta bobagem vá para o brejo, de novo, vai fazer muitas vítimas. As organizações dos médicos e o próprio Ministério Público deveriam impedir esta aventura transformada em política pública.

 Sobre os fracassos de bônus com os professores pode-se ler aqui.

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Maringoni: as ilusões do “future-se”

“Acabo de ler o projeto de lei que institui o Future-se. Estou abismado. Todo o texto é permeado pela difusão de uma gigantesca ilusão. Trata-se da ideia de que há no Brasil incontáveis megaempresas transnacionais ávidas por destinarem vultosos recursos para pesquisa de ponta nas Universidades públicas. O que as impede é a burocracia corporativa estatal. Trata-se de ignorância ou má-fé.”

Leia aqui no GGN.

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Educação Matemática divulga Carta de Cuiabá

CARTA DE CUIABÁ da SBEM

A Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM), reunida em Cuiabá (MT) durante o XIII Encontro Nacional de Educação Matemática, com seus mais de quatro mil participantes e cumprindo sua responsabilidade social como sociedade civil e científica atuante no campo da Educação, vem externar publicamente sua extrema preocupação com as políticas públicas em Educação recentemente propostas ou promulgadas em âmbito federal no Brasil.

Essas políticas incluem medidas flagrantemente contrárias à Educação como pilar essencial para uma sociedade democrática, orientada pela justiça social, culturalmente plural e inclusiva – tais como: cortes de verbas para a educação básica pública; cortes de verbas ou extinção de programas específicos voltados para a inclusão de populações socialmente carentes ou subalternizadas; desqualificação profissional e deterioração das condições dignas de trabalho de professoras e professores que ensinam na educação básica pública; ataques a institutos federais e a universidades públicas, em seus princípios de autonomia, gestão, gratuidade e inclusão; subordinação da produção científica e tecnológica a interesses econômicos e mercadológicos; desqualificação das Ciências Sociais e Humanas; cerceamento da liberdade de expressão e perseguição política de professoras e professores; rompimento das garantias historicamente conquistadas de educação escolar com qualidade social referenciada para todas e todos.

Tais políticas representam uma desqualificação da produção cultural e científica brasileira e internacional em pelo menos dois sentidos: por um lado, comprometem gravemente o desenvolvimento científico e social do Brasil para as próximas décadas; e sentenciam as próximas gerações à exclusão social, uma vez que visam formar quadros com qualificações restritas para assumir posições precarizadas de trabalho. Por outro lado, essas políticas se sustentam em argumentos falaciosos e em posições ideológicas que desconsideram, em grande medida, tendências para os campos da educação, da formação profissional e do trabalho no futuro próximo, apontadas por dados objetivos obtidos com rigor metodológico em pesquisas científicas nacionais e internacionais.

Dentre esses argumentos falaciosos, encontra-se uma falsa dicotomização entre Escola e Universidade, entre Educação e Ciência – como se fosse possível haver produção científica de qualidade sem escola para todas e todos, ou educação de qualidade socialmente referenciada sem pesquisa científica e sem formação de professores em instituições de ensino superior livres, públicas e democráticas, em permanente diálogo com a escola básica.

Enfatizamos, ainda, que o Brasil só terá futuro com garantias de educação básica e universitária pública, gratuita, de qualidade socialmente referenciada, laica, democrática e amplamente acessível a todas e a todos, independentemente de grupo social, raça ou etnia, credo, diversidade cultural, orientação sexual ou identidade de gênero; e com uma pesquisa científica de fronteira, comprometida com o desenvolvimento social e independente de interesses econômicos e políticos. Somente políticas públicas orientadas nesse sentido podem produzir um futuro para o Brasil, combatendo – e não acirrando – o abismo social e econômico que vem historicamente impedindo que nosso país ocupe um lugar compatível com suas potencialidades culturais no cenário global.

Em particular, reconhecemos e reafirmamos, para esse projeto de nação, a importância e a centralidade da educação matemática de qualidade nas escolas e nas universidades. Porém, essa é uma Matemática emancipatória, e não tecnicista; não é uma Matemática sem Filosofia, e não é uma Matemática sem Arte.

Sendo assim, a Sociedade Brasileira de Educação Matemática vem se pronunciar pública e amplamente em uma posição veementemente contrária a qualquer política pública que não tenha como compromisso básico a Educação pública, gratuita, de qualidade socialmente referenciada, laica e democrática, entendida com princípio básico da democracia e do respeito humano.

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Texto de Leher sobre o “Future-se”: versão final

Este post substitui post anterior onde divulgamos uma versão preliminar do texto de Roberto Leher sobre o “Future-se”. No dia de ontem, foi divulgada a versão final que disponibilizamos abaixo.

Baixe a versão final aqui.

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Roberto Leher analisa o “Future-se”

“Abstraindo a polêmica sobre a originalidade do nome do projeto “Programa Institutos e Universidades Inovadoras” – FUTURE-SE, o presente texto – notas e pontuações preliminares – tem como objetivos subsidiar um estudo mais sistemático sobre o mesmo e indicar os aspectos mais relevantes do referido Projeto de Lei (PL) que, por seu teor, exigem o protagonismo ativo e vivaz da comunidade acadêmica e, genericamente, dos setores democráticos da sociedade.”

Baixe aqui o texto completo.

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“Future-se”, organizações sociais e autonomia

O ministro da educação anunciou que quer contratar professores para as universidades sem concurso e via organizações sociais. O deslocamento do financiamento para o mercado via instituições privadas – com ou sem fins lucrativos – representa uma perda de autonomia para as universidades. É privatização sim, pois o que não tem controle público, é privado. Não existe meia privatização. Essa desculpa vem desde o governo Fernando Henrique Cardoso.

As consequências podem ser vistas neste episódio que envolveu universidades americanas e a filantropia americana. Os riscos são os mesmos ou até piores no caso de organizações sociais que farão a intermediação entre corporações do mercado e o orçamento das universidades.

Segundo o blog Inside Higher Ed “um acordo já extinto de 2008 entre Koch e a Florida State University, por exemplo, deu à fundação um papel na revisão de candidatos a docentes.” O blog também remete para outra denúncia feita por Angel Cabrera, da George Mason University:

“Angel Cabrera, presidente da universidade desde 2012, compartilhou a notícia com os membros do corpo docente em um e-mail dizendo: “Fui informado de vários acordos que foram aceitos pela universidade entre 2003 e 2011 e levantam questões sobre a influência de doadores em questões acadêmicas”. “

Leia aqui também.

Inside Higher Ed informa que, sob crítica, a “Fundação Charles Koch planeja tornar públicos seus futuros acordos plurianuais com universidades. A mudança vem depois de anos de críticas de membros do corpo docente e estudantes que afirmam que as concessões de Koch em alguns campi se desviaram das normas acadêmicas.” Mas as mudanças anunciadas pela Fundação não acalmaram as críticas, pois elas não vão atingir os acordos já realizados no passado, exatamente o foco das denúncias.

A influência dos Koch e de outros nas universidades, levou à criação de uma organização que trabalha para libertar as universidades da influência das grandes corporações chamada “UnKoch my campus”:

“A influência corrosiva do “dark money” minou as instituições democráticas dos Estados Unidos, mas não apenas em nosso sistema político. A educação, em particular o ensino superior, serve como o motor da investigação crítica e fundamento da nossa democracia. É onde os cidadãos são expostos a ideias e, por sua vez, é responsável por moldar a opinião pública, o discurso político e a política.

Os mesmos ricos doadores e corporações que têm poluído nosso sistema político por mudanças políticas egoístas voltaram seus olhos para as universidades em busca de mudanças políticas e culturais de longo prazo. Ninguém mais exemplifica esse tipo de filantropo político do que Charles Koch, CEO da Koch Industries.”

O debate passa pelo financiamento das instituições universitárias e deveria ser levado em conta no Brasil, onde o governo tem restringido o seu financiamento e no caso do “Future-se” quer a interveniência de organizações sociais. Como aponta o Blog Inside Higher Ed, citando Eric Austin:

“Como muitos outros professores nos últimos anos, Austin também expressou uma preocupação mais geral sobre a ameaça crescente para a academia de um financiador privado ideologicamente orientado, juntamente com um financiamento público dramaticamente reduzido. “Essas duas tendências em conjunto – são realmente problemáticas”.

Leia a entrevista do ministro da educação aqui.

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SBPC abre em grande estilo

A abertura da 71a. SBPC ontem à noite em Campo Grande foi arrasadora. O representante do ministro da educação não conseguiu falar do Future-se e levou uma vaia ensurdecedora. O presidente da SBPC e a representante da ANPG foram claros na crítica ao governo – sem meio termo. O evento é cercado de grande mobilização da juventude. O primeiro dia apontou para uma grande SBPC mobilizada e que projeta tempos de resistência e luta. A reunião continua.

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Nota do CONFIES sobre o Future-se

Em nota, CONFIES – Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica – reforça graves preocupações sobre a omissão do papel das fundações de apoio às instituições de ensino no Future-se do MEC.

Leia aqui.

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“Escola sem partido” pede socorro

“O movimento Escola sem Partido (ESP), que pretende combater o que chama de “doutrinação ” nas escolas, anunciou que vai suspender suas atividades a partir do dia 1º de agosto. A lua de mel com o presidente Jair Bolsonaro, uma das principais figuras a favor do movimento, parece ter acabado. Segundo o criador do ESP, Miguel Nagib, a falta de apoio, principalmente do presidente, leva ao encerramento das ações.”

Leia aqui.

A fala é um pedido de socorro dirigido ao empresariado, na tentativa de obter algum financiamento que mantenha o movimento. Pesquisa do Todos pela Educação mostra que apenas 1% no país acha que combater a doutrinação seja uma das prioridades da educação.

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58% reprovam políticas de educação de Bolsonaro

Pesquisa feita em junho de 2019 pelo Todos pela Educação e pela Ideia Big Data, em nível nacional, reprova a atuação do governo na área educacional.

“Mais da metade (52%) dos brasileiros acredita que o Governo Federal deveria priorizar ações como ampliar as vagas em Creches aprimorar a qualidade da Educação Infantilcombater o analfabetismo e melhorar o salário e o trabalho dos professores.”

Leia aqui.

Acesse a pesquisa aqui.

O ensino domiciliar, por exemplo, é importante apenas para 2% da população; acabar com a doutrinação em sala de aula é preocupação apenas de 1% da população, junto com incentivar os alunos a filmar professores. A ampliação de escolas militares impressiona apenas 4% do pais. Como se vê, este é o tamanho do impacto da agenda conservadora.

Nosso real problema é a agenda neoliberal, como se vê agora com a política e financiamento das Universidades e se verá, posteriormente, quando saírem as medidas para o ensino básico.

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20 anos de ENDIPE: Rio 2020

“O Comitê Organizador do ENDIPE convida a comunidade educacional para a vigésima edição do Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (20º ENDIPE – Rio 2020), a ser realizado entre os dias 14 e 17 de julho de 2020, na cidade do Rio de Janeiro/RJ, nos campus da Faculdade de Educação da UFRJ, do Instituto Benjamim Constant e da Escola de Educação da UNIRIO, todos localizados na Av. Pasteur, no bairro da Urca, com realização da sessão de abertura no espaço cultural Vivo Rio, situado no Aterro do Flamengo.

Em torno do tema FAZERES-SABERES PEDAGÓGICOS: diálogos, insurgências e políticas, o 20º ENDIPE – Rio 2020 se propõe a discutir tensões e perspectivas que se impõem para as didáticas em sua estreita relação com a Educação e suas práticas sociais, pedagógicas e políticas. Em tempos difíceis como o que se vive hoje, o ENDIPE interpõe-se como meio de resistir, insurgir e construir relações educativas que fortaleçam a democracia, a justiça e a solidariedade no nosso país.”

Acesse Temas e prazos aqui.

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Mato Grosso: magistério está há 52 dias em greve

O magistério do ensino público de Mato Grosso está em greve há 52 dias devido à intransigência do governador em cumprir uma lei que desde 2013 rege o aumento salarial anual da categoria. O estado tem a quarta maior arrecadação de impostos do país.

Nesta última quarta-feira, 17 de julho, milhares de profissionais da rede estadual de educação fizeram uma passeata contra o governo do estado, que insiste em desrespeitar a lei 510/2013.

O governo chegou a dizer que como o salário dos professores é o terceiro do país, então o IDEB teria que ser mais alto – num argumento oportunista para desviar a atenção de suas ilegalidades, já que o IDEB não foi pensado para avaliar professores. Nem mesmo métodos mais avançados do que o IDEB utilizados nos Estados Unidos foram eficazes em medir o desempenho de docentes através do nível de aprendizagem dos estudantes e estão sendo progressivamente abandonados.

“Os educadores, em greve há 52 dias, manifestaram a revolta ao calote na Lei salarial LC 510/2013, ao corta o ponto dos/as trabalhadores/as, por cobrarem direitos. Com cerca de 65% de trabalhadores em greve, apesar de terem os salários cortados, resistem. Na avaliação dos educadores o retrocesso com a suspensão da Lei, em vigor nos últimos seis anos, comprometerá muito mais a carreira e a valorização profissional, do que ficar temporariamente sem salário.”

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O site do SINTEP/MT, Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública, foi hackeado e se encontra fora do ar.

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Entidades divulgam manifesto e convocam greve

ANDES-SN, ANPG, CNTE, FASUBRA, FENET, PROIFES, SINASEFE, UBES e UNE convocam greve para 13 de agosto e divulgam manifesto em defesa do ensino superior:

MANIFESTO EM DEFESA DO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO E GRATUITO

A educação no Brasil vem enfrentando grandes ataques por parte do governo federal: cortes financeiros que ameaçam o tripé da universidade brasileira (ensino, pesquisa e extensão), desvalorização do trabalho dos docentes e dos técnico-administrativos, campanhas difamando o papel de escolas, institutos federais e universidades, perseguição a professores e cientistas. Apesar do papel estratégico das instituições de ensino para o desenvolvimento da ciência e tecnologia no país, assim como para a formação de qualidade e a oferta de serviços necessários para a sociedade brasileira, o atual governo escolheu a Universidade como inimiga de sua gestão.

Nos últimos dias, a grande imprensa vem noticiando sobre um projeto de reforma da “autonomia financeira” para a educação superior pública federal imposta pelo Ministério da Educação. Embora as informações ainda sejam difusas, trata-se do maior e mais profundo ataque à autonomia das instituições de ensino, abrindo caminho para a privatização do ensino superior e cobrança de mensalidades. Trata-se de mais um passo rumo à destruição de todo nosso sistema educacional.

Em uma só medida, Bolsonaro e Weintraub pretendem: a) desresponsabilizar o Estado na garantia do financiamento da educação superior, aprofundando os cortes e contingenciamento já iniciados; b) pôr fim à carreira pública de servidores federais da educação, estimulando a concorrência perversa com novos ingressos pelo sistema de contratação privada, sem qualquer garantia ou estabilidade de emprego; c) reverter a democratização da universidade que permitiu nos últimos 15 anos a entrada de milhares de estudantes de segmentos historicamente excluídos, como pobres, negros, índios, mulheres.

É importante ressaltar que os cortes nos orçamentos das universidades atingem não apenas o ensino, mas também o desenvolvimento científico de pesquisas que, por exemplo, contribuem para o descobrimento de vacinas, medicamentos e a produção de alimentos, assim como a extensão da universidade, por meio da qual estudantes, professores e técnicos prestam serviços para as comunidades (por exemplo, hospitais universitários e escolas). Esses ataques contra as instituições de ensino superior fazem parte de um projeto político que mata os sonhos da juventude brasileira e o futuro do país ao destruir serviços públicos e retirar direitos sociais. Parte desta mesma agenda é a Reforma da Previdência que, após ser aprovada em primeiro turno, será votada em 6 de agosto.

Diversas universidades já alertaram que não conseguem chegar ao próximo semestre se os cortes não forem revertidos. Agências de fomento não conseguirão pagar as bolsas de estudos de pós-graduação. A UFMT, por exemplo, teve sua energia elétrica cortada, significando que aulas não serão dadas, pesquisas não serão concluídas e a prestação de serviços será prejudicada. Além disso, estudantes que dependem de políticas públicas não conseguirão permanecer na universidade.

A política que Bolsonaro e seu ministro vem apresentando caminha na contramão da valorização do Ensino Superior. Países desenvolvidos investem em educação e ciência públicas e em momentos de crises financeiras contribuem para a retomada do desenvolvimento brasileiro. Enquanto anuncia cortes na educação e ciência, o governo triplica o orçamento para propaganda do governo, compra parlamentares para aprovação de seus projetos e permite o gasto de mais de R$ 1 bilhão de reais por dia para o pagamento de juros da dívida pública brasileira.

Diante desse cenário, precisamos estar atentos e preparados na resistência e em defesa da educação e da ciência públicas. Precisamos mobilizar cada vez mais a sociedade para lutar contra as medidas do governo Bolsonaro, dentre elas a sua tentativa de destruir a Previdência Pública por meio da PEC 6/2019 e a Educação Pública por meio de cortes orçamentários e do novo Programa Ministerial.

Em defesa da educação pública e gratuita conclamamos a todos e todas para a construção da Greve Nacional da Educação em 13 de agosto. Também destacamos a necessidade de uma Greve Geral para derrotar a política de privatização dos serviços públicos e a destruição dos direitos e conquistas da classe trabalhadora e do povo brasileiro.

Em defesa da educação pública e gratuita! Contra a privatização e os cortes nos investimentos em educação! Construir a Greve Nacional da educação em 13 de agosto! Combater a retirada de direitos e a destruição dos serviços públicos!

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“Future-se” ou melhor, “vire-se”

No dia 17 passado, o MEC apresentou seu plano para o financiamento das universidades federais. O plano é destinado a “separar o joio do trigo”, segundo o ministro declarou ao Estadão, um dia antes de seu lançamento:

“O modelo deve ter adesão voluntária pelas universidades. “Permitindo separar o joio do trigo… as que quiserem ficar no atual modelo, poderão ficar”, disse Weintraub”.

Esta afirmação revela a intenção do plano, ou seja, colocar as universidades na dependência do mercado, em um ambiente concorrencial de acesso a recursos, onde sobreviverão as áreas que se ajustem aos interesses deste.

O blog “Emdescontrução” conversou com dois especialistas sobre os planos do MEC: Marina Avelar, pesquisadora associada do grupo Norrag, do Graduate Institute of Internacional and Development Studies, na Suíça; e Salomão Ximenes, professor de políticas públicas da UFABC.

“Para os entrevistados, o projeto é vago e pouco transparente; não resolve o problema imediato da falta de verba; acena com recursos incertos e sem liquidez; desresponsabiliza o poder público no financiamento do ensino superior público; joga na educação a responsabilidade pela solução de problemas econômicos; ameaça ampliar desigualdades entre universidades, cursos e áreas; e não contempla a expansão da rede.”

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