Postado originalmente na Uol em 28/06/2011
Onde a lógica dos negócios entra, facilita a fraude. Na educação a entrada dos testes de alto impacto potencializaram a entrada de fraudes na avaliação, como ocorreu em Atlanta (USA) e já noticiado neste blog. A primeira cautela, ainda que não totalmente suficiente, é verificar se a publicação tem comitê de revisão por pares. Desconfie de relatórios produzidos e publicados por entidades que não se submetem a revisão por pares, como por exemplo, algumas fundações e ONGs.
Abaixo o estrago da lógica dos negócios no campo da saúde.
Terra Magazine › Saúde – Terça, 28 de junho de 2011, 08h02
Fraude em ciência e em medicina
Riad Younes – De São Paulo
Uma paciente me perguntou, indignada: Como isso seria possível? Sua revolta fazia sentido. Afinal, acabara de saber que um medicamento por ela utilizado de forma crônica, tinha sido retirado do mercado por efeitos colaterais graves. As publicações científicas que recomendaram seu uso tinham sido “maquiadas” para esconder complicações potencialmente fatais.
“Por que as revistas científicas sofisticadas permitem a publicação de estudos fraudulentos?”. Evitar a publicação de pesquisas fraudulentas, em medicina particularmente, não é tão simples assim. Periodicamente tornam-se notórios casos escandalosos de mentiras médicas. Todos se lembram do caso do pesquisador coreano, Hwang Woo-Suk, que falsificou experiências sobre clonagem de embriões. Também devem recordar a controvérsia mundial sobre um estudo divulgado por um médico inglês, Andrew Wakefield, que afirmava descobrir que a vacina de sarampo causava autismo nas crianças vacinadas. Alarmaram milhões de famílias e autoridades de saúde ao redor do mundo. Recentemente, vários cientistas desqualificaram estes e outros estudos como enganos grosseiros.
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