Paulo Carrano analisa a MP do ensino médio

“Falar que está se fazendo isso porque o Ideb demonstrou fragilidade não quer dizer muita coisa, porque o Ideb já vem congelado, pelo menos, desde 2011. E a gente tem uma estratégia que é lenta porque é responsável, e foi assim que a sociedade brasileira determinou, expressa nas metas do PNE. Então, são dois absurdos: criar um cronograma sem diálogo com a sociedade através da Medida Provisória e solapar duas leis, que são o PNE e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional [LDB].

E, além disso, absolutizar um índice que, ainda que possa ser importante, é limitado. Primeiro porque é um índice quantitativo, e sabemos que os índices quantitativos expressam algumas qualidades, mas não todas. Segundo porque esse próprio índice é constituído em torno de duas únicas disciplinas que são português e matemática. E aí reside outro reducionismo que é termos uma reestruturação do ensino médio em torno de disciplinas rainhas: português e matemática. Ou seja, todas as outras são servas dessas duas grandes disciplinas que dirigem o processo educacional.”

Leia a íntegra da entrevista aqui.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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