Postado originalmente na Uol em 7/02/2012
Presente na posse do novo presidente da Associação Brasileira de Avaliação – ABAVE – o novo Presidente do INEP, Luiz Claudio Costa, segundo notícia no site do Movimento Todos pela Educação, “convocou, em nome do novo ministro, os membros da Abave para que estejam próximos da pasta, apontando possíveis caminhos para que as avaliações sejam indutoras de políticas pela melhoria da qualidade do ensino.”
Era isso que os servidores do INEP pressentiam. Malvina tinha uma política de cobrança para com as prestadoras de serviço. O sucessor, logo no cargo, já foi fazer as pazes com a indústria educacional que tem na ABAVE sua máxima representação.
O novo presidente da ABAVE é Ruben Klein, da Fundação Cesgranrio, uma das maiores prestadoras de serviço de avaliação ao governo. Klein também é membro da Comissão Técnica do Movimento Todos pela Educação. Da nova Diretoria da ABAVE também participa como Diretor financeiro, Renato Júdice, que é gerente na área técnica da Avalia Educacional, um braço da multinacional Santillana – também prestadora de serviços de avaliação no INEP.
Como disse, em outro blog, a indústria da avaliação não estava satisfeita com Malvina.
Segundo entrevista dada hoje por Mercadante, ele irá constituir uma Comissão de alto nível no INEP para melhorar o ENEM. Esperem por ela. Segundo declarou: “Nós estamos montando também uma comissão técnica de alto nível no Inep, com profissionais da área de avaliação, que vão contribuir no aprimoramento”, disse o ministro. Ele destacou que o órgão vai completar 75 anos e que tem que ser um “centro pensante, formulador de política, um grande interlocutor em tudo o que diz respeito à avaliação pedagógica”.
Esta é a política de Dilma para a educação. Aos poucos vai se configurando.
As portas do INEP estão escancaradas para as concepções e práticas de avaliação que igualam notas altas em português e matemática a “boa qualidade em educação”. Estamos a caminho de mais uma década perdida.
E foi pela mão do PT que entramos nesta.
Gostaria de encontrar novamente alguns amigos de Porto Alegre. Quando disse que esta seria a política educacional de Dilma, me disseram que isso não seria condizente com a história dela. Qual história?…
(Colaborou na matéria Adilson Dalben.)