Postado originalmente na Uol em 26/10/2011
Nestes últimos dias estive em dois fóruns importantes tentando convencer lideranças a evitar que o Brasil tenha mais uma década perdida na educação, implantando as falidas teses dos reformadores empresariais para a educação.
Primeiro foi na Audiência Pública do PNE promovida pelo Mandato do Deputado Ivan Valente, com o Dep. Vaghone. Depois, foi no Conselho Nacional de Educação (Câmara de Educação Básica) onde a Conselheira Maria Isabel Noronha organizou um Seminário Internacional para definir diretrizes conceituais e operacionais para a avaliação no Brasil.
Nos dois eventos, procuramos trazer dados sobre o fracasso das receitas dos reformadores empresariais, basicamente sua proposta de responsabilização, meritocracia e privatização.
No último evento, ocorrido ontem no CNE, colegas do Equador, do Chile e da Argentina também manifestaram-se contra esta onda empresarial trazendo dados de seus respectivos países.
Cresce o cerco a estas políticas na América Latina, mas ainda há muito por ser feito.
O caso mais típico é o do Chile, sucursal dos reformadores empresariais americanos, que tem agora o modelo contestado no seu âmago: a privatização, seja com capital privado, seja por contrato de gestão de escolas públicas – as escolas subvencionadas – além do questionamento do modelo de municipalização da educação básica.
A briga é boa.