Entrevista

Postado originalmente na Uol em 24/09/2011

A entrevista da atual coordenadora da Campanha Latino-americana pelo Direito à Educação trata das ações traçadas pelo BM para a área da educação até 2020, discorrendo, principalmente, sobre a mudança de paradigma “Educação para Todos” e “Aprendizagem para todos”, o que segundo Camilla Croso, implica desdobramentos que precisam ser pensados.

REVISTA EDUCAÇÃO – EDIÇÃO 173

É preciso pensar

Presidente das versões mundial e latino-americana da Campanha pelo Direito à Educação alerta para o teor mecanicista embutido na proposta educacional do Banco Mundial

Em abril deste ano, o Banco Mundial lançou a estratégia que pautará suas ações para a área de educação até 2020. Intitulado “Aprendizagem para todos: Investimento no conhecimento e nas habilidades das pessoas para promover o desenvolvimento”, o documento representa uma mudança de paradigma, já que a estratégia anterior, batizada de “Educação para todos”, buscava a universalização do ensino. Agora, as diretrizes do Banco Mundial, que já investiu US$ 69 bilhões em educação no mundo desde 1962, envolvem o que os indivíduos aprendem, dentro e fora da escola, da etapa pré-escolar até a chegada ao mercado de trabalho. As novas propostas foram recebidas com preocupação por Camilla Croso, atual coordenadora-geral da Campanha Latino-americana pelo Direito à Educação (Clade) e recém-eleita presidente da Campanha Global pela Educação (CGE). Mestre em Políticas Sociais e Planejamento de Países em Desenvolvimento pela London School of Economics, Camilla afirma que não é possível separar o conceito antigo de “Educação para todos” do novo “Aprendizagem para todos”. “É uma falsa dicotomia. Defendemos a educação como um direito humano e estamos preocupados com a plena realização do direito à educação”, defende. Em entrevista concedida aos editores Rubem Barros e Beatriz Rey, ela aponta, a partir do que se depreende do documento, uma visão mecanicista das práticas docentes e da aprendizagem dos alunos. Para a ativista, é fundamental resgatar o diálogo, o pensamento crítico e a imaginação no âmbito da educação.

Continue lendo em:

http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/173/e-preciso-pensar-235009-1.asp

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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