Crivella e Doria: na rota de Detroit

Detroit, no Estado de Michigan, tem 80% de suas escolas administradas por empresas com fins lucrativos, por meio de contrato de gestão (charters) ou por vouchers. Isso foi ampliado a partir de 2011. Entre 2009 e 2015 a avaliação nacional americana (NAEP) apontou Detroit sistematicamente como o distrito de pior desempenho do país.

Mas, não adiantou mostrar dados do fracasso da privatização. Há uma crença generalizada nas forças do mercado para resolver os problemas da educação, da saúde, das prisões, do saneamento básico e outros, independentemente dos resultados.

A Flórida é outro exemplo de fracasso da privatização, com todo o sistema educativo praticamente sob controle de empresas, depois que o furacão Katrina devastou o Estado.

A privatização em Detroit contou com apoio decisivo da família de Betsy DeVos, uma bilionária que agora comandará o Departamento de Educação na administração Trump, e ela pretende fazer com a América, o mesmo que ajudou a fazer em Detroit: destruir a escola pública e o magistério público.

“Quão fraca e vulnerável é a educação pública em Detroit? O Relatório da Nação, publicado por uma comissão federal independente, classificou as escolas de Detroit como o “distrito escolar urbano de menor desempenho” em 2009, 2011, 2013 e 2015. Em 2011, uma legislatura republicana e o republicano Rick Snyder, eliminaram o limite estatal para o número de escolas charter permissíveis em Detroit. As comportas foram abertas e os predadores da privatização entraram.”

 [DeVos] tem todas as afiliações necessárias: vínculos com a direita religiosa, fundos de hedge e think-tanks de livre mercado; uma acolhida dos memes sagrados do “livre escolher” e “privatizar”, um zelo missionário impulsionado pelo lucro; uma poderosa família de Michigan que sustenta a Assembleia; e o dom de nunca ter entrado em uma escola pública. Tão bem sucedida tem sido DeVos em sugar o financiamento das escolas públicas e passá-lo para escolas charters que 80% das escolas de Detroit estão agora com empresas com fins lucrativos. O financiamento provém de um re-encaminhamento de dólares de impostos do público para charters, ou como pagamento do governo – vouchers – pagos aos pais que, em seguida, passam esse dinheiro para as charters.”

Leia mais aqui.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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