Saviani: uma democracia suicida?

Dermeval Saviani examina as eleições 2018:

“Hoje, no Brasil, estamos diante de uma verdadeira “democracia suicida”, ou seja, as próprias instituições ditas democráticas golpeiam o Estado Democrático de Direito pela ação articulada da grande mídia, do parlamento e do judiciário. E esse suicídio estará consumado se Bolsonaro for eleito. Aí, legitimado o golpe pelas urnas, a democracia terá se matado a si mesma, pois o atual Estado de exceção continuará vigorando pela ação de agentes que irão se vangloriar de terem sido eleitos democraticamente.

Cabe, porém, contrapor-lhes que se trata de uma democracia mutilada por regras do jogo espúrias excluindo da disputa por meio de condenação sem provas o candidato que tinha a preferência majoritária da população. Assim, já tivemos uma democracia ultra restrita na República Velha com as eleições a bico de pena substituindo o voto censitário do Império; a democracia restrita da República populista que, quando ameaçava ampliar-se, foi vitimada por um golpe militar que instituiu uma democracia excludente; e agora busca-se impor ao povo brasileiro uma democracia suicida.

É a esse estado de coisas que precisamos resistir. E o primeiro ato de resistência será impedir a eleição do ex-capitão votando em Haddad que representa a democracia contra o autoritarismo. Impediremos, assim, o suicídio de nossa jovem e ainda frágil democracia.”

Leia a íntegra aqui.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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Uma resposta para Saviani: uma democracia suicida?

  1. LIDIANE ANDRADE SILVA disse:

    Infelizmente, é o que acontece em um país em que não se constrói escolas, mas presídios. Em que o povo não tem educação para votar e quer empunhar uma arma achando que vai resolver todos os problemas criados por nós mesmos. Que compra um discurso de ódio, de um cara sem escrúpulos e sem coerência no discurso que a ignorância de muitos não deixa perceber…Se tivessem lido um “BOM” livro de história, saberiam que a família tradicional brasileira que “ele” tanto levanta em sua bandeira é a família indígena, ampla, em que todos cuidam de todos e se respeitam mutuamente, que não tem soberania de ninguém sobre ninguém…

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