Ação do Ministério Público Federal (MPF) foi ajuizada no Acre para garantir aos estudantes de escolas públicas militares e cívico-militares o direito a não seguir “padrões estéticos e de comportamentos baseados na cultura militar” (tipo de vestimenta, corte de cabelo, por exemplo) e que se aceito impedirá que a milicada que administra estas escolas puna as crianças por isso. Se aceita também terá validade nacional.
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Como diz Reinaldo Azevedo, o programa de escolas públicas militarizadas, que agora passa a ser administrado pelos estados, já que o governo federal encerrou o programa, é um programa destinado a pagamento de bedéis que tomam conta de estudantes nas escolas.
“Ao todo, o programa emprega 892 militares, com salários que vão de R$ 2.657 — para terceiro-sargento — a R$ 9.152, quando coronel. Os ganhos se somam ao que recebem das respectivas Forças. Fazem um bico nos estabelecimentos de ensino e têm, na média, um salário maior do que o dos professores. A “eficácia” do programa se limita à adoção de uniforme (às vezes), ao perfilamento de estudantes para cantar o Hino Nacional em datas específicas e à cara feia.”
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Esta ”moda militar” não é estética, mas padrões de ordenação hierárquica e valores reacionários e arcaicos. Na década de 1930 e 1940 estes padrões ainda eram usados, reminiscência do período editorial fascista de Getúlio Vargas. (1837/1945). Militares impondo disciplina, costumes e valores comprometem a formação das futuras gerações. O papel do estudante, segundo Piaget, é contestar, se contrapor a valores convencionais e conservadores. O Brasil começa a cheirar a mofo e as escolas a naftalina.