Amanhã Nova York põe fim a 12 anos de política educacional autoritariamente imposta pelo Prefeito daquela cidade, Bloomberg, responsável pela implementação local das receitas dos reformadores empresariais americanos. O último fiasco foi o cancelamento da política de pagamento de bônus aos professores. Durante este período dezenas de escolas foram fechadas por serem consideradas de baixo desempenho. A privatização avançou. A educação infantil foi também incluída na ciranda dos testes padronizados.
A história recente do Departamento de Educação da cidade foi conturbada. Joel Klein, principal articulador e implementador das ideias dos reformadores foi retirado do cargo depois do escândalo da manipulação dos níveis de dificuldade dos testes da cidade, o qual ao ser facilitado gerou um aumento fictício de desempenho nos testes. Com a denúncia, não houve como mantê-lo no cargo. Depois dele, a substituta de Klein, uma executiva das empresas de Bloomberg, tentou dirigir o Departamento. Caiu em poucos meses depois de afirmar que era necessário controlar a natalidade na cidade para reduzir no número de alunos em sala de aula. O atual, King, anda às turras com os país dos alunos.
De Blasio, candidato democrata, tem 68% dos votos contra 24% de Lhota, republicano, e seguidor do atual Prefeito Bloomberg – o magnata das comunicações. Com metade da população da cidade abaixo da linha da pobreza, os resultados podem ser facilmente entendidos. A catastrófica política educacional de Bloomberg nos últimos doze anos pode ser visualizada aqui.
Como aconteceu em Washington, depois da pirotecnia de Michelle Rhee no Departamento de Educação daquela cidade, agora é a vez de Nova York cair.
Entretanto, será necessário esperar para comemorar pois, nos Estados Unidos, democratas e republicanos nem sempre diferem em suas posições no campo da educação. Caso típico é o próprio Obama.