Para Samuel Pessoa, em artigo que comentei, “até onde é possível haver “comprovação” empírica em ciência social, há sólida evidência de que desempenho elevado em testes como o PISA resulta em maiores taxas de crescimento. Como já apontei (…) educação é um dos fatores mais importantes a explicar as diferenças de produtividade do trabalho entre países” diz ele.
Como esta conversa dos reformadores é mais ou menos recorrente, alguém resolveu checar e um estudo americano mostra que não é assim:
“Cada vez que novos resultados de avaliações nacionais e internacionais mostram que os estudantes dos EUA estão desempenhando-se em níveis medíocres, dezenas de especialistas em educação fazem reivindicações alarmantes sobre o sistema de ensino e a competitividade econômica. Na opinião deles, a estagnação nas notas de avaliação indica iminente declínio econômico e ameaça a competividade global da nação. Um olhar mais atento aos dados de avaliação e econômicos, no entanto, mostra que este não é o caso.”
O estudo mostra que nas medições nacionais (NAEP) enquanto o crescimento em leitura e matemática nos Estados Unidos é praticamente nulo ao longo do tempo, a produtividade americana cresceu disparadamente. Em relação ao PISA, os Estados Unidos não passam da média no desempenho do teste, mas em produtividade estão acima de todos os países que ocupam o topo do PISA.