As trapalhadas de Bloomberg em NY

Postado originalmente na Uol em 1/03/2012

Diane Ravitch escreve sobre a divulgação das avaliações de professores feita pela Cidade de Nova York, mesmo depois de ter feito acordo com a Central Sindical dos professores dizendo que isso não ocorreria. Até Bill Gates discordou publicamente da ação de Bloomberg. Fica aí o alerta para quem gosta de acreditar em acordos – e olhe que este nem foi de gabinete. Foi acordo público.

Como desmoralizar Professores

Por Diane Ravitch – 28-02-2012

Duas semanas atrás, o mais alto tribunal do estado de Nova York determinou que o New York City Department of Education poderia liberar para o escrutínio público as avaliações de valor agregado de professores de matemática e inglês nas classes de 4 e 8 séries. O New York Post de propriedade de Rupert Murdoch, acompanhado por outros meios de comunicação, tinha apresentado um pedido de “liberação de informação” para obter os dados de teste, e a Federação dos Professores foi contra a sua liberação, dizendo que as classificações continham muitas imprecisões.

Segundo o The New York Times, o atual chanceler das escolas da cidade, Dennis Walcott, tinha “sentimentos confusos” sobre a indicação de nomes, mas seu antecessor, Joel Klein, havia “defendido” a sua liberação. Uma matéria no Columbia Journalism Review disse que o Departamento de Educação da cidade havia incentivado jornalistas a apresentar o pedido de “liberação de informação” e respondeu com velocidade não costumeira quando as solicitações foram recebidas.”

Continue lendo em (inglês): http://blogs.edweek.org/edweek/Bridging-Differences/

 

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About Luiz Carlos de Freitas

Professor aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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1 Response to As trapalhadas de Bloomberg em NY

  1. Avatar de regional7 regional7 disse:

    No Rio de Janeiro uma diretora foi flagrada praticando corrupção com alunos para que eles fizessem as provas do governo do estado. Isso rendeu a primeira página do jornal O Dia. A pergunta é: o que fazem os governos na aplicação da meritocracia senão uma política de corrupção e aliciamento todo o tempo? A distribuição de prêmios e aqui no Rio distribuição de dinheiro para alunos com conceitos MB, objetivam tão somente o suborno de alunos. Sem falar do suborno com os professores que recebem um 14º salário caso aprovem em massa e seus alunos façam “boas” provas. A diretora está sob ameaça de demissão.
    http://regional7.wordpress.com/2012/12/21/quem-merece-punicao-cabral-e-rizolia-ou-a-diretora/

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