Postado originalmente na Uol em 4/02/2012
As entidades científicas e a CNTE estão realizando, dia 6 de fevereiro, um seminário sobre “expectativas de aprendizagens”. A moda vem de longe, como sempre dos Estados Unidos. Se estou certo, não haverá conclusão nenhuma neste seminário. A não ser, a liberação para que cada um faça o que quiser. Tem sido assim. Há tempos fizeram o seminário sobre a Prova do Professor. Puro descarrego de consciência. Uma vez feito o seminário, foi todo mundo para dentro do Comitê de Governança do INEP ajudar a fazer o exame. Estão lá até hoje.
O movimento das “expectativas” que tem no Movimento Todos pela Educação e correlatos grande entusiasmo, servirá para elaborar matrizes de referência de avaliação e procurar alinhar a avaliação a estas, de forma a tentar elevar a média dos alunos nos testes, além de ser um mecanismo de pressão sobre os estados, para que façam o mesmo.
Reproduzo abaixo matéria do Blog de Valerie Strauss, nos Estados Unidos. Incrivelmente mais avançado que nossas entidades.
Como a verdadeira reforma da escola deve ser vista (ou explicando água para um peixe)
Por Valerie Strauss
Esta postagem foi escrita por Marion Brady, veterano professor, administrador, planejador e autor sobre currículo. Ela apareceu pela primeira vez em Thuth-out.org.
Por Marion Brady
Imagine o esforço actual promovido pelos reformadores empresariais da educação como um caminhão, os pneus carecas pelo peso das muitas suposições não examinadas que ele carrega.
A bordo: Uma suposição de que punição e recompensas efetivamente motivam; que as máquinas podem medir a qualidade do pensamento humano; que a aprendizagem é um trabalho duro e desagradável; que o que os jovens necessitam saber é algum corpo padrão de conhecimento acordado; que fazer mais rigorosamente o que sempre fizemos irá aumentar os resultados dos testes, que a fala do professor e o livro texto podem ensinar ideias complexas, que… bem, você conhece as ideias. Erro de diagnóstico é o problema principal.
Continue lendo (em inglês) em: