Postado originalmente na Uol em 8/09/2011
O discurso do presidente Obama ocorrido há pouco, revela como a questão das escolas charters (escolas públicas administradas por contrato de gestão privada) e as políticas de bônus naquele país estão articuladas com a crise fiscal profunda em que o país está mergulhado.
Obama falou várias vezes em “colocar mais professores em sala de aula”. Mas, o pacote que anunciou é de incentivos fiscais, portanto, o que ele está propondo, de fato, é aprofundar a contratação de professores pelas escolas charters e que estas – e outras empresas em outros setores da economia – recebam incentivos fiscais por terem contratado mais pessoal.
Sua proposta não é destinada a aumentar o número de professores via administração pública. Na realidade, este caminho oneraria o estado e aumentaria seus problemas fiscais, num clima de redução de impostos (como subsídio para empresas privadas que contratem).
A privatização da educação americana vai continuar, portanto.