Postado originalmente na Uol em 1/08/2011
Abaixo temos uma entrevista publicada pelo jornal Estado de São Paulo. Como se verá, a chamada não tem nada a ver com o conteúdo. Ocorre que no Brasil Cuba é lembrada para justificar uma posição autoritária do diretor de escola, tese dos reformadores empresariais. Eles, imitando a iniciativa privada, acham que se o diretor for “porreta”, então a escola melhora. Lendo atentamente a entrevista, descobriremos que há outras “vantagens competitivas” em Cuba que são muito mais importantes (baixa miséria, por exemplo) e que não viraram chamada para a entrevista no jornal. Cada um vê o que quer e o que pode.
”É fundamental investir na formação do diretor”
01 de agosto de 2011 | 0h 00
Mariana Mandelli – O Estado de S.Paulo
ENTREVISTA
Paulo Giandalia/AE
Martin Carnoy pesquisou escolas de Cuba
Martin Carnoy, Economista e professor da Universidade de Stanford
Para o economista e educador norte-americano Martin Carnoy, o Brasil precisa investir melhor na formação não só de seus professores, mas também dos diretores e ds equipe de apoio das escolas. Carnoy estará no Brasil em agosto, para o encontro internacional de educação Sala Mundo Curitiba 2011 (www.salamundo.com.br). Leia abaixo a entrevista que ele concedeu ao Estado.
O sr. escreveu um livro sobre o sistema educacional cubano (A vantagem acadêmica de Cuba). Quais lições o Brasil pode aprender com os cubanos?
O Brasil deve continuar sua luta contra a pobreza infantil. Embora Cuba seja um país de baixa renda, as crianças são saudáveis e bem alimentadas e não enfrentam a violência cotidiana. Elas não sofrem as condições associadas à pobreza que têm um efeito esmagador sobre a capacidade de aprender. Além disso, o Brasil precisa formar melhor seus professores. Os cubanos são mais bem treinados para ensinar. O Brasil também precisa fazer um trabalho muito melhor de treinamento dos diretores, para eles se certificarem de que os professores estão ensinando bem o currículo.
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