Privatização por concessão: de novo sem evidência empírica

Mais um estudo independente mostra que a alternativa de privatização por concessão no campo educacional não apresenta evidência de que melhore a educação pública. De novo um estudo da CREDO em Michigan não apontou vantagem entre as escolas privatizadas por concessão e as escolas públicas. Aí vai:

BOULDER, CO (12 de fevereiro de 2013) – O conjunto da base da pesquisa deixa agora claro que o setor de Escolas Charters em grande parte reflete o setor público escolar convencional, em termos de notas dos alunos em testes. Isto é confirmado em uma análise mais recente sobre as Escolas Charters em Michigan. Uma nova revisão do estudo aponta para algumas limitações, mas conclui que emprega métodos analíticos sólidos e se baseia em um conjunto de dados grande, impressionante.

O desempenho das Escolas Charters em Michigan foi revisto pelo professor Andrew Maul, da Universidade de Colorado Boulder. O trabalho acadêmico de Maul centra-se na teoria de medição, validade e modelagem de variável generalizada latente. A revisão é publicada pelo Centro Nacional de Política Educacional.

O relatório de Michigan é o trabalho do Centro de Pesquisa sobre Resultados da Educação (CREDO) na Universidade de Stanford. Os pesquisadores analisaram as diferenças no desempenho dos alunos de Escolas Charter e as tradicionais escolas públicas de Michigan.

Até este ponto, a maioria dos estudos de alta qualidade sobre os efeitos das Escolas Charters nos EUA têm tendência a não mostrar impacto significativo – positivo ou negativo – sobre o desempenho do estudante. Neste contexto, o novo estudo do CREDO sobre Michigan foi alardeado pelos defensores das charters como se mostrasse um “grande sucesso” para as Escolas Charter.

Na verdade, o novo estudo estima que os alunos de Escolas Charters em Michigan tiveram  0,06 desvios padrão de crescimento acadêmico a mais do que os estudantes das tradicionais escolas públicas. Como Maul aponta “isso que equivale a dizer que cerca de um décimo de um por cento da variação do crescimento acadêmico está associado com o tipo de escola.” Tal achado mostra quase nenhuma diferença entre Escolas Charters e não Charters o que está em sintonia com o corpo geral da pesquisa passada. Alguns estudos sugerem benefícios leves, alguns sugerem dano leve, e muitos mostram nenhuma diferença.

Continue lendo em: http://tinyurl.com/9wacp9q

A revisão de Andrew Maul está em:
http://nepc.colorado.edu/thinktank/review-charter-performance-michigan

O relatório original do CREDO está em:
http://credo.stanford.edu/pdfs/MI_report_2012_FINAL_1_11_2013_no_watermark.pdf.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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