Abaixo reproduzimos um tópico do estudo do NEPC, Colorado, sobre as bases empíricas disponíveis para orientar formuladores de política sobre a questão da Avaliação de Professores.
O estudo completo “Research-based options for education policymaking” pode ser baixado aqui.
AVALIAÇÃO DO PROFESSOR
Por William Mathis, University of Colorado
Boulder, setembro de 2012
Pontos-chave da pesquisa e aconselhamento para formuladores de políticas
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Se o objetivo é melhorar a prática educacional, basear a melhoria do professor em avaliações formativas proporciona maiores benefícios do que uma avaliação somativa.
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Se o objetivo é melhorar o desempenho educacional, fatores extra-escolares também devem ser considerados. A avaliação dos professores não pode substituir ou compensar esses determinantes muito mais fortes da aprendizagem do aluno. A importância desses fatores extra-escolares deve também alertar contra as políticas que de forma simplista atribuem pontuações dos alunos em testes para os professores.
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Os resultados produzidos pelos modelos de cálculo de valor agregado (crescimento em pontuações de testes) são altamente instáveis. Eles variam de ano para ano, de sala em sala, e de um teste para outro. A dependência substancial nesses modelos pode levar a problemas práticos, éticos e legais.
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Avaliações de alto impacto baseadas substancialmente em resultados de testes de estudantes estreitam o currículo diminuindo ou eliminando matérias, conhecimentos e habilidades que não caem nos testes.
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Sistemas de avaliação de professores envolvem necessariamente concessões mútuas e a escolha de modelos específicos é controversa, por isso é importante envolver todas as partes interessadas no planejamento do sistema ou na seleção.
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Para ser bem sucedido, as escolas devem investir em seus sistemas de avaliação de professores. Um número adequado de avaliadores altamente treinados deve estar disponível.
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Dada a ampla variedade de papéis do professor e os muitos fatores que influenciam a aprendizagem que estão fora do controle do professor, uma grande variedade de medidas de eficácia do professor é igualmente indicada. Ao diversificar, a fraqueza de uma medida é compensada pela força de outra.
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A investigação de alta qualidade sobre programas e ferramentas de avaliação existentes deve informar o modelo de sistema de avaliação. Estados e distritos devem investigar modelos equilibrados, como o PAR ou o Danielson Framework e verificar atentamente as evidências sobre os pontos fortes e fracos de cada modelo, e nunca associar consequências de alto impacto aos professores cujas evidências não sejam válidas.
About Luiz Carlos de Freitas
Professor aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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