Tese aponta instabilidade de modelos de análise

Na linha de estudos e relatórios internacionais que apontam a instabilidade de modelos de análise estatísticos em processos de responsabilização, tese defendida por Adilson Dalben chamada “Fatores associados à proficiência em leitura e matemática: uma aplicação do modelo linear hierárquico (HLM) com dados longitudinais do projeto GERES”, confirma tais instabilidades.

O estudo, ao apontar fragilidades, não quer condenar o uso destes modelos, mas sim, alertar para o fato de que eles são instrumentos de pesquisa e análise e não podem ser tomados como base segura para definir políticas públicas de responsabilização – em especial políticas de bonificação e de ranqueamento.

Em suas conclusões, o estudo afirma que:

“Assim, dos achados das pesquisas, comprova-se que, com base nos dados utilizados, procedimentos metodológicos e modelos estatísticos adotados, os modelos de valor agregado melhoram a confiabilidade das análises em comparação aos modelos que usam dados seccionais, mas ainda são inviáveis como ferramentas para a gestão do sistema educativo, sobretudo para o uso meritocrático de seus resultados.“

O estudo logo deverá estar disponível na biblioteca virtual da Faculdade de Educação da UNICAMP.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
Esse post foi publicado em Avaliação de professores, Links para pesquisas, Meritocracia, Responsabilização/accountability e marcado , . Guardar link permanente.

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