Artigo: TFA e a desprofissionalização do professor

Narrativas midiáticas do professor da Teach For All universal em 12 países

Resumo: “Este artigo usa a análise da narrativa para examinar como os meios de comunicação em 12 países diferentes caracterizam o professor da “Teach for All” (TFA). O exame das narrativas da grande mídia desses 12 países mostra que existem semelhanças notáveis nas narrativas construídas e propagadas pelos meios de comunicação sobre o professores que ensinam na organização. No centro dessas narrativas está a noção de que há um problema na educação, e este problema justifica a ascensão do personagem principal e da história. Este personagem é comumente construído em oposição aos professores tradicionais certificados e personifica as características e atributos do sujeito neoliberal contemporâneo. Este artigo discute as implicações dessa representação do personagem, pontualmente, e explora como a construção do professor de TFA influencia uma ampla percepção pública sobre a educação e como ele contribui para a (re)idealização do papel do professor. “

Baixe aqui o texto completo.

Os autores dão um breve histório da Teach For All:

“A Tech For All desempenha um papel importante na política educacional global e nas redes de governança. Fundada em 2007 durante a Iniciativa Global Clinton, a Teach for All cresceu a partir da Teach for America nos EUA e da Teach First no Reino Unido (Straubhaar & Friedrich, 2015). Teach for All é o nome para o guarda-chuva de vários empreendedores sociais que adotam o modelo Teach for All em seus países (Straubhaar & Friedrich, 2015). Este modelo baseia-se na noção de que a desigualdade pode ser reduzida colocando graduados de universidades de elite em escolas que são identificadas como de “alta prioridade” (de Marrais, Wenner & Lewis, 2013, Kavanagh & Dunn, 2013, La Londe, Brewer & Lubienski, 2015). De acordo com a Teach for All, os professores são um dos principais fatores na melhoria dos sistemas educacionais; bons professores oferecem aos alunos oportunidades educacionais apesar de seu status socioeconômico (Scott, Trujillo, & Rivera, 2016). Assim, os esforços da Teach for All apontam para a capacitação e desenvolvimento de professores e líderes “transformadores” como forma de acabar com a desigualdade educacional (La Londe, Brewer & Lubienski, 2015). Tech for All tem uma abordagem empresarial para resolver a desigualdade educacional e é um exemplo de estímulo à desregulamentação dos programas de formação de professores globalmente (Au & Ferrare, 2015, La Londe, Brewer & Lubienski, 2015). O apoio e participação da Teach for All nas abordagens corporativas e baseadas no mercado para a reforma da educação global podem ser vistos na sua “… dependência do setor privado para mover as políticas educacionais e professores, na sua ênfase na criação de um movimento de empreendedores sociais individuais e sua aceitação tácita da diminuição do papel do Estado na garantia da igualdade de recursos entre as escolas e entre sistemas escolares” (Scott et al., 2016, página 4).”

Leia aqui também.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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