OCDE: o futuro da ciência, tecnologia e inovação

O  IEDI – Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial – divulga um sumário do relatório da OCDE sobre o futuro da ciência, tecnologia e inovação que impactará o desenvolvimento econômico e social nos próximos 10-15 anos. É bom dar uma olhada, pois isso impactará também as exigências sobre o processo educativo.

“O relatório Science, Technology and Innovation Outlook, divulgado no final de 2016 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), analisa as implicações de várias megatendências para os sistemas de Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) e apresenta projeções para os desenvolvimentos nos próximos 10 a 15 anos.

As megatendências são mudanças sociais, econômicas, políticas, ambientais e tecnológicas, em larga escala, as quais, embora se formem lentamente, operam profunda transformação e influência duradoura em inúmeras atividades humanas, processos e percepções. São exemplos o crescimento populacional mundial e a urbanização, o envelhecimento das sociedades em várias partes do mundo, o aquecimento do planeta e a elevação do nível do mar ou acidez dos oceanos, o aprofundamento da globalização, crescente dinâmica de digitalização, big data e bioengenharia.”

O relatório é bastante abrangente e vale a pena ser lido, permitindo antever qual o cenário que orientará o plano estratégico das grandes corporações:

“As projeções indicam que em meados do século, as disparidades econômicas entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento devem se reduzir. Essa convergência econômica irá, em grande medida, coincidir com o aprofundamento das capacidades de C,T&I nas economias emergentes e em desenvolvimento. Contudo, as previsões sugerem que, nas próximas décadas, as desigualdades e a concentração de renda e de riqueza continuarão aumentando tanto nos países da OCDE como nos países emergentes e em desenvolvimento, com repercussões adversas na educação, na saúde e no bem-estar.

O estudo destaca que as inovações deverão contribuir para o aumento as desigualdades, uma vez que beneficiarão predominantemente os inovadores e possivelmente seus clientes. Para que toda a sociedade se beneficie, será necessário difundir as inovações. Além disso, a maior parte das novas tecnologias requer novas habilidade e maiores competências, o que poderá resultar em desemprego e em desigualdade.”

Acesse aqui.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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