Postado originalmente na Uol em 27/10/2011
O que se viu no Seminário que discute a primeira infância na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, no que tange a avaliação do desenvolvimento infantil, foi um vergonhoso desfile de vendedores de teste (ASQ3 (americano), EDI (canadense), Cartão da criança (brasileiro)) disputando quem será candidato a fornecedor de testes para exames de larga escala em educação infantil.
Em suas apresentações, frisaram que estão prontos para aplicação em larga escala.
Os testes descritos – e são só os primeiros a chegarem nesta “corrida ao ouro educacional” – são exclusivamente para avaliar a criança e ignoram tudo o que diz respeito às condições em que a pré-escola funciona. Focam dimensões da criança e quanto muito de sua família.
O Brasil poderia ter escolhido outro modelo, o italiano por exemplo, onde o conceito de “qualidade negociada” avalia a escola como um todo – inclusive as condições de funcionamento das creches. Mas estamos insistindo em privilegiar a lógica americana dos testes.
É urgente um movimento para “salvar nossas crianças”.
Meu Deus!!!! A educação infantil é a base do homem, mas ninguém que está no poder quer saber das questões socioafetivas e emocionais o importante é o lucro que a infância vem gerando nos dias atuais, porém a riqueza de hoje para alguns é a construção da formação do mal caráter bem como o desamor, afinal, uma criança que não recebe quando cresce não sabe dar AMOR. Tudo errado precisando de averiguação e mudanças urgente!!!