Mais recursos para quem?

Para quem não notou, em entrevista na noite de hoje sobre os cinco pactos o Ministro da Educação foi bem preciso: trata-se de pactuar 100% dos royalties para a educação de forma a aumentar o investimento “de recursos públicos em educação”. Vale dizer: investir dinheiro público em educação não importando se ela é pública ou privada. Fosse outra a orientação, o texto seria “investimento de recursos em educação pública”.

Considerando que baixou o desespero, penso que a iniciativa privada será chamada a dar conta da questão da educação. Foi assim com os aeroportos.

Reservadamente o Ministro já andou dizendo que não importa se o jovem está em uma escola pública ou privada, importa estar, ter vaga.

São estas inflexões que vão desgastando os políticos pois mostram que atuam segundo interesses que se sobrepõem ao próprio ideário partidário declarado. No caso específico da privatização, Dilma apresentou-se na campanha contrária à ideia.

Em seguida, inventou que concessão não é privatização e entregou os aeroportos à iniciativa privada. Sob o impacto das ruas, tudo pode acontecer para tentar salvar a reeleição…

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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