Torturando dados…

Relatório sobre escolha “New York School Choice” confunde correlação com causação

Revisão feita pelo NEPC do relatório conclui que comete erros

Boulder, CO (19 de Novembro de 2013) – Um relatório recente do Brookings Institution afirmando que a escolha da escola pelos pais e a competição entre escolas ajudou a melhorar os resultados dos resultados dos testes na cidade de New York e a melhorar as taxas de graduação é mera “advocacia mal fundamentada” – e não uma pesquisa confiável.

Essa é a conclusão de uma nova revisão acadêmica do relatório. O comentário foi escrito por Patricia Burch da Universidade do Sul da Califórnia, Mary Stewart da Universidade de Wisconsin-Madison, e Jahni Smith também do USC .

Burch, Stewart e Smith revisaram o relatório “Escolha da Escola e Desempenho Escolar nas escolas pública de Nova York – Será o passado um prólogo? escrito para o Brookings por Grover (Russ) Whitehurst e Sarah Whitfield e publicado em outubro.

O relatório Brookings afirmava que a escolha da escola e a concorrência tinham contribuído para a melhoria das pontuações e das taxas de graduação em New York City. O prefeito Michael Bloomberg implementou a escolha no ensino médio em escolas públicas da cidade em 2004.

Os críticos apontam que, em contraste com uma longa secção introdutória do relatório que elogia os supostos benefícios da escolha e da concorrência, “apenas quatro páginas são dedicadas à discussão dos resultados, e muitas dessas afirmações são problemáticas.”

O relatório Brookings usou dados de vários outros relatórios recentes para concluir que a estratégia de reforma da escola feita por Bloomberg tem melhorado o desempenho acadêmico dos estudantes do distrito, incluindo estudantes de baixa renda e carentes .

“No entanto, estas conclusões baseiam-se principalmente em interpretações causais de dados correlacionais, e os resultados são apresentados de forma seletiva” apontam os revisores . De fato, apesar dos autores do Brookings reconhecerem a importância de não confundir correlação com causalidade, no entanto, continuam a fazer inferências causais injustificadas ao interpretarem os dados da cidade de Nova York.

Além disso, as recomendações do relatório fazem propaganda da ampliação da escolha e da concorrência de acordo com a estratégia de Bloomberg e com a “própria” defesa que o Brookings faz em seus documentos como “Escolha Educação e Índice de Competição” – mas sem qualquer ligação lógica com as provas apresentadas no relatório.

Ao produzirem “defesa fracamente fundamentada ao invés de pesquisa” os revisores do relatório concluem que o documento do Brookings tem pouco ou nada a oferecer em termos de orientação fundamentada para a política educacional.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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