Polêmica: professores estão quebrando o país

Fábio Assunção reproduz fala de “burocratas do MEC” para quem as regalias dos professores estão quebrando o país:

“Eles têm férias de 45 dias, aposentadoria especial, descanso pedagógico, piso nacional e até lanche grátis”. Que outro trabalhador possui tantas regalias? É preciso enxugar tudo isso ou o país continuará quebrado”.

Leia mais aqui.

Em vídeo, o ministro nega a fala de auxiliares: “É tudo mentira”. Acesse aqui.

Mas o portal da CBT dá mais detalhes para entender a fala dos “burocratas”:

“Para completar o pacote de maldades, Temer quer o fim do Piso Nacional dos Professores. A ideia, que já é comemorada por prefeitos e governadores, é modificar a Lei 11.738-2008 e criar um programa batizado de “Travessia Social”, que daria ‘bônus’ aos docentes que ‘melhorassem’ o desempenho dos alunos e também ‘aperfeiçoassem’ suas práticas pedagógicas.

Ou seja, em vez de reajustes anuais lineares a partir do mês de janeiro de cada ano para todos os educadores da educação básica pública, tal como reza a lei 11.738-2008, apenas os educadores que cumprirem as metas do ‘novo’ programa teriam direito a uma espécie de abono, que sequer vai para a aposentadoria. Desde 2009, os reajustes do piso se dão pelo mesmo índice de crescimento do custo-aluno, sempre acima da inflação oficial.”

É preciso lembrar que foi o próprio Temer quem manifestou interesse em implantar essa falida política de bônus no país. As negações do ministro precisam deixar de ser genéricas e ser mais específicas.

Aqui, o que existe é uma diferença conceitual: para os reformadores empresariais, de corte liberal, aumentos de salários gerais não valorizam o professor. Para eles, a real valorização do professor é seletiva: destinada apenas àqueles que atingem metas quantitativas previamente estabelecidas. Somente estes mereceriam ser valorizados. Portanto, a valorização de que falam os liberais é aquela que é feita a partir das políticas de bônus para os melhores e demissão para os piores. No ideário liberal não se pode valorizar quem não se esforça para atingir as metas.

Quando o ministro fala de “valorizar os professores”, pelo seu histórico privatista, penso que ele está mais próximo da concepção dos reformadores empresariais. Daí a polêmica.

Como em todos os outros ramos da produção, trata-se de colocar o trabalhador na dependência do “patrão”, fazendo aquilo que ele mandar. Para isso, deve-se cortar as “regalias” que o tornam “indisciplinado” e com mais “autonomia” em relação ao patrão.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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4 respostas para Polêmica: professores estão quebrando o país

  1. Pingback: Polêmica: professores estão quebrando o país | O LADO ESCURO DA LUA

  2. nazira barros disse:

    Nossa como !!!!! estamos com todo esse poder….. é so obs a palhaçada nas midias sobre os politicos …esses sim quebram qualquer pais…. com suas regalias, aposentadorias indevidas, carros a disposição….viagens e ate dinheiro ilicito no exterior ….. ah! coitado de nos

    • Jane Pereira de Souza disse:

      É por isso que ninguém quer mais ser professor no nosso país. É uma carreira em extinção. Quero ver o caos que será sem professores. E como ficará a formação de outras profissões?

  3. Raphael silva disse:

    O Brasil está destinado a quebrar , é só você ver os sinais da quebra estão em todo lugar, um governo que cobra absurdo em impostos, um governo que leva maior da sua empresa em impostos como se fosse sócio majoritário sem ter colocado uma moeda somente tirando os lucros uma quantidade infinita de politicos com regalias que ultrapassaram o rídiculo um salario minimo mais que defasado ,um parque industrial morto a eras atrás, estradas hospitais completamente destruidos , isso me lembra o Livro o rei do inverno quando o protagonista narra que as estradas e as construções deixadas pelos romanos a séculos sem manutenção ali paradas , pois ninguem sabia como reparar estavam se destruindo pela ação do tempo e era um sinal que eles caminhavam para o fim de tudo , pois esse é o cenário do Brasil hoje enquanto não taparmos o furo do balde não vamos conseguir captar água o suficiente, E não é expremer mais ainda a população que vai resolver, pois esse calculo nesse cenario leva uma quebra em uma ação mais lenta , mas no fim uma quebra de nossa economia . é necessario resolver o problema da previdência , mas o povo não pode sustentar as pensões milhonárias que tenho certeza que existem e deveriam ser cortadas as pensão aos parlamentares , pois eles estão prestando um serviço a nação e não devem ser super altamente recompensados por isso , pode contar para o tempo de aposentadoria , mas não se aposentar com dois mandatos e nem pelo salario de parlamentar.e o corte tem que começar de cima como um amigo dizia se lava uma escada de cima não de baixo .

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