Suspender as avaliações e unir os anos 20 e 21

A necessidade de fechar escolas para aumentar o distanciamento social e com isso diminuir a transmissão do coronavírus está impactando todo o sistema educativo e também as famílias. A questão não é apenas operacional ou de aprendizagem. Há um lado afetivo e emocional que atinge a todos, inclusive as crianças.

É uma situação inusitada que tem que ser tomada pela sua gravidade, a qual ainda vai aumentar. Nem sabemos, ainda, onde tudo isso vai parar e os “abutres” empresariais de sempre já estão a postos com suas soluções mágicas.

Nada contra introduzir formas de contato com os estudantes neste momento. Mas há uma ilusão em alguns setores gerenciais de que se possa – como quem muda um interruptor – transferir para o interior das famílias a continuidade da educação dos filhos que estava em curso nas escolas, bastando para isso tecnologia.

Os impactos da pandemia serão intensos na formação de nossos estudantes e o melhor a fazer é reconhecer esta realidade e começar a lidar com ela, ao invés de criar uma maquiagem via “ensino através de práticas não presenciais”. Nossas crianças estão – entre outros problemas – sendo impactadas em muitos casos pela perda de entes queridos, desestruturação econômica da família – quando há -, perda de emprego dos pais.

Querer que em meio a tudo isso a aprendizagem das crianças siga seu curso normal via práticas à distância é no mínimo uma grande ilusão, sem falar da insensibilidade. Teremos que tratar destes impactos com nossos estudantes e criar formas de que processem esta realidade, sem o que a aprendizagem estará comprometida para os mais atingidos

É claro que a família pode fazer algo nesta direção, mas não com a expectativa de que isso possa substituir a atuação do magistério nas salas de aulas das escolas do pais. Muito pelo contrário: os pais estão demonstrando ter consciência dos problemas para cumprir com estas expectativas – o que, ademais, é absolutamente normal que seja assim.

Andre M. Perry do Metropolitan Policy Program escreve para o Brookings Institution sobre o impacto da pandemia no reconhecimento da importância do magistério:

“Se você não valorizava a experiência, o trabalho e a dedicação que os professores colocam pacientemente em nossos filhos na maioria dos dias da semana, provavelmente o faz agora.

Para ajudar a reduzir a disseminação do coronavírus, os distritos de todo o país fecharam escolas, muitas pelo resto do ano acadêmico. Os pais foram chamados a desempenhar o papel de professora, diretora e merendeira de uma só vez. Estamos tentando descobrir planos de aula, plataformas de ensino à distância e tarefas. E nossos filhos estão nos tratando como professores substitutos de emergência que somos.

O valor dos professores não é comprado e vendido em Wall Street, mas finalmente está sendo reconhecido por aqueles que são forçados a assumir seu papel.”

Leia aqui.

Alguns gestores estão num mundo que não existe mais, achando que depois da pandemia tudo volta a ter continuidade – como dantes. Outros acham que, mesmo durante a pandemia, basta transferir o ensino para a modalidade não presencial.

Não, o mundo parou e quando voltar a rodar, no tocante às pessoas, será diferente e isso inclui os pais, professores, diretores e estudantes.

As soluções propostas, usadas com a intenção de substituição do trabalho do professor durante o fechamento das escolas de educação básica, estão fadadas ao fracasso e a acelerar a desigualdade educacional. Isso não significa que não faremos nada durante o fechamento das escolas. O magistério está se desdobrando tentando dar cobertura aos estudantes, mas isso implica em uma intensificação do trabalho em um momento em que ele igualmente também é atingido pela pandemia.

Além disso, a transferência do ensino para o ambiente familiar traz o problema do “limite de tempo de tela”: as crianças não podem ficar períodos inteiros em frente a telas de dispositivos estudando sem que isso lhes acarrete graves problemas físicos e psicológicos. A questão não é simplesmente ter uma plataforma de ensino virtual e colocar à disposição da criança.

As dificuldades deste caminho estão ficado mais claras para os país. E eles poderão ser um importante aliado para deter as falsas soluções que gestores ingênuos ou muitas vezes a serviço de interesses econômicos possam querer impor.

Melhor faremos se reconhecermos a real gravidade da situação e os impactos na formação e delegarmos para as redes de ensino a criação e gradação das soluções, seja durante ou após a pandemia, para que sejam formuladas de acordo com a intensidade dos problemas locais nos municípios e estados, removendo os obstáculos administrativos para tal. Soluções padronizadas não darão conta do momento.

Contrariando as terceirizadas que operam na venda de avaliação para municípios e estados, este processo exigirá, é claro, que se suspendam todas as avaliações censitárias de larga escala, sejam municipais, estaduais ou federais (SAEB), permitindo que cada localidade trace um plano de recuperação para suas escolas, levando em conta os danos emocionais que a magnitude da pandemia está causando em professores, diretores, funcionários e estudantes, para restabelecer a normalidade das escolas durante os anos de 2020/2021.

Estes dois anos deveriam constituir um ciclo único, apenas com avaliações de diagnóstico conduzidas pelos professores, dando tempo às redes para atuar na recuperação dos desempenhos segundo suas realidades específicas. Não é hora de meritocracia e performatividade. É  hora de solidariedade e acolhimento.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
Esse post foi publicado em Assuntos gerais, Enem, Ideb, Prova Brasil, Saresp e marcado , . Guardar link permanente.

38 respostas para Suspender as avaliações e unir os anos 20 e 21

  1. Elisabete M A Pereira disse:

    Parabéns Luis
    Sempre oferecendo as melhores análises. Sua clareza da situação atual e futura é uma enorme contribuição para todos nós que estamos na área da educação.
    Obrigada mais uma vez por se empenhar tanto pela causa da escola.
    Abraço
    Elisabete Pereira

  2. Maisa stival disse:

    Compartilho das ideias e creio que o momento não é novamente voltar o discurso político para a educação. É como se quisessem esconder algo mais relevante que é a pandemia. As pessoas que estão a frente desta suposta EaD para crianças de 6 ao 9 nono ano não compreendem ainda o significado da Escola. LAMENTAVEL.

  3. Fabiano AVELINO da Silva disse:

    Este texto representa fielmente o meu pensamento sobre esse momento pelo qual passa a educação pública para o Ensino Básico, diferentemente, talvez, do ensino particular e do ensino
    superior. Os nossos alunos da escola pública são os sujeitos mais imediatamente afetados em todos os sentidos, e cabe a todos nós respeitarmos as suas fragilidades nesse extremo momento.
    Prof. Fabiano AVELINO da Silva.

  4. Rita Rodrigues disse:

    Muito bem colocado, como sempre!!

  5. Pingback: Educação em debate, edição 270 – Jornal Pensar a Educação em Pauta

  6. Ana Paula disse:

    Maravilhoso !!!
    É tempo de solidariedade !!
    Muito bem colocado.

  7. Cleide Aparecida Barboza disse:

    Excepcional abordagem. Momento requer que sejamos solidários. Infelizmente algumas pessoas ainda preferem se manter na ignorância, frente a devastação que essa pandemia. Texto maravilhoso!!!! 👏🏻

  8. Cleide Barboza disse:

    Excepcional abordagem! Texto maravilhoso!

  9. Luís Felipe Guimarães disse:

    Um absurdo essa pressão que certas secretarias de educação estão fazendo para implementar a EAD nessa crise da pandemia (como a do RJ). Políticos querendo aparecer, “mostrar serviço” com proposta de EAD que só irá reforçar a desigualdade do acesso às tecnologias, forçando professores a desempenhar uma função para a qual não foram preparados, e como você bem falou, num contexto de uma vulnerabilidade emocional e psicológica tremenda!
    É hora de parar e cuidar da saúde. Ponto.
    Um abraço.

  10. Maria de Nazaré Tentardini Mora disse:

    Excelente reflexão, precisamos estar preparados para as novas performances que alguns órgãos responsáveis pelas regras e leis na educação no nosso pais, irão propor, às vezes, e na maioria das vezes, achando que é o correto. Parabéns pela tua contribuição para conosco, professores e Educação Brasileira.

  11. Jania Sucupira disse:

    Concordo plenamente. Nós professores já estamos estressados com a pandemia em si e agora com formações a jato em relação a ferramentas para o ensino a distância e pensando como atingir o máximo de estudantes. Sabemos que a desigualdades com eles dentro de sala de aula já e um problema aí longo do percurso, a distância será maior ainda. Quem não conseguir seguir ou acompanhar ou entregar de volta as atividades feitas vai ter sua auto estima em decadência, quando não, vai fazer com que saia de casa para procurar recursos com parentes ou colegas próximos, com riscos de contaminação a todos os envolvidos neste percurso.

  12. Clóvis disse:

    Excelente texto.
    Para pensarmos e refletir em nossas atuais e vindouras práticas como Professores.
    Compartilho seu pensamento.
    Abs

  13. Helaine disse:

    Parabéns pelas brilhantes considerações. Compartilho de todas e reitero que o momento é crucial para valorização da vida, a preocupação essencial de agora é pela preservação da saúde em solidariedade ao próximo e a todos que estão na linha de frente, expostos ao perigo iminente.
    As estratégias mais adequadas a serem tomadas para a Educação, surgirão de acordo com os desdobramentos do combate à pandemia, que ainda não sabemos quais serão.
    Sinta-se abraçado!

  14. Daniel Barboza Naacimento disse:

    Boa Tarde
    Amigo Professor
    Espero que esteja tudo bem e que guarde o isolamento.
    Mais uma vez parabenize a análise e irei compartilhar…

    Ou dia escrevi esse texto:

    A notícia de que o COE/Japão decidiu por suspender as Olimpíadas de 2020 nos impõe uma reflexão sobre a educação no Brasil e em particular, no Estado do ES.

    Os motivos por qual ocorre a suspensão, além da Pandemia em si, e como produto dela, É o reconhecimento de uma certa falta de condição para o processo de seleção dos atletas, além do impacto econômico das bilheterias e exposição desnecessária de atletas e públicos.

    Para preservar os atletas e uma certa “igualdade em sua seleção” o correto foi a suspensão da realização das olimpíadas que poderão, em nosso entendimento, ser postergada para 2021. A sensatez falou mais alto que a “busca pelo Lucro” e todos os participantes (ou futuros participantes) assim entenderam, sendo eles mais ou menos atingidos pela Pandemia! E olhe que diversos países já clamavam pela suspensão. As lições dos Jogos olímpicos podem muito bem ser “apreendidas” no caso da educação no Brasil.

    Existe uma SUPER preocupação em garantir o calendário letivo de 2020 (ao nosso ver a todo custo, de forma atabalhoada, apressada e autoritária) o que de certo modo orienta-se na realização do Enem 2020 (a nossa grande “Olímpiada Educacional”). Os “esforços” de alguns estados no Brasil, também no ES, de utilizar-se da EaD (Educação à Distância) para garantir o calendário letivo corrobora com esse processo de “desespero”, alimentado pelos interesses das escolas particulares, de alguns grupos familiares e dos interesses da iniciativa privada da EaD.

    Assim a rede privada precisa mostrar “serviço” pois, daqui a pouco, as próprias famílias reclamarão sobre o “serviço” prestado e as empresas educacionais vão querer “RECEBER AS MENSALIDADES”. Falamos de uma soma altíssima: Educação Básica, Pré-Vestibular (Enem) e Faculdades particulares

    Parafraseando o dono da “Madero” e que expressa as orientações governamentais e empresarias da educação, que nós “Não podemos parar o Calendário Letivo por causa de 80% de estudantes que não tem acesso ao mundo virtual, as condições de acesso, materiais e cognitivas desse mundo”, o que nos lembra uma outra frase: “Liberais e seus arautos não choram, fazem contas”.

    Em nosso entendimento a decisão no afã de atender interesses “privatistas” APROFUNDA o fosso que separa a rede pública e privada e no próprio interior da escola pública, bem como entre os níveis de ensino e no interior da própria educação Básica, pois em nome das “possibilidades” da Educação a Distância (EaD) FECHA-SE OS OLHOS para as enormes e gritantes diferenças sociais.

    Assim perguntamos, quer-se garantir atividades extraclasse e “a distância” como parte das atividades letivas, buscando cumprir, assim, o calendário letivo,
    em que condições,
    para que,
    para quem e
    com que qualidade?

    Em nome da situação que nos encontramos de “isolamento social” querem otimizar um isolamento educacional ainda maior pois é sabido que as escolas não tem plataforma adequadas para interação com os estudantes e mesmo que se “resolva” em “tempo recorde” essa questão, ainda assim, é sabido que GRANDE parte dos mesmos não tem acesso aos equipamentos de informática, acesso à internet, sobretudo em um momento que, além do enormes problemas sanitários/epidemiológicos, AINDA teremos os desdobramentos econômicos com severos impactos em grande parte das famílias: rebaixamento de salários, desemprego e subtração das possibilidades de “produção de renda”.

    As repercussões da Pandemia serão distintas entre as famílias e os nossos estudantes. Repetimos, teremos os que perderão familiares e ou poderão ser ceifados pela doença. Os que terão redução salarial e ou perderão empregos e ou as suas fontes de “renda” serão suprimidas. Essa situação terá enormes reflexos sobre a condição de ensino e de aprendizagem, o que potencializará o aumento das distancias já existentes: a proposta de EaD, paradoxalmente reforçará e distanciamento educacional.

    A questão é que previamente estamos diante de uma desigualdade (acesso e condições) e que assim procedendo, atendendo ao INTERESSE DE POUCOS, vão alimentar ainda mais as desigualdades de MUITOS…
    entre escolas públicas e privadas,
    entre escolas dos centros e das periferias e,
    entre escolas urbanas e rurais…

    Por fim, as lições dos locais e cidades que “suprimiram” a Pandemia, podem muito bem ser “apreendidas” no caso da educação no Brasil. Ou seja, se sabe que as escolas, em razão de sua própria condição são os locais por último a votar a “dita normalidade”. Quando voltam!

    Em nome do “isolamento social” de hoje querem IMPOR UM isolamento e DISTANCIAMENTO educacional ainda maior ao nosso povo!!!

    Defendemos:

    a) Suspensão do Enem 2020!

    b) Continuidade do calendário Letivo 20/21 quando tivermos condições REAIS de retorno às atividades letivas!

    Qualquer coisa menor que isso É continuar brincando com a educação do povo!

    Com a EaD darão mais Vitaminas aos mais “fortes” e deixaram os “fracos” cada vez mais desnutridos…

  15. Guilherme Camilo disse:

    Perfeito professor. Acredito que exista um interesse economico corprtivista por tras disso tudo. Desde o início, quando o governo e o ministerio da educacao vinham discutindo o papel da educação (durante o isolamento pela Covid-19) eu ja me posicionei argumentando que é uma irresponsabilidade e falta de humanidade, acreditar que a criação de uma plataforma digital, poderá suprir as necessidades educacionais e dat continuidade ao currículo escolar. Fora que esquecem de avaliar o todo, uma vez que, muitas crianças estão em situação de risco durante o isolamento, algumas são agredidas diariamente, outras são postas a fazer as tarefas domésticas, cuidar dos irmaos mais novos e etc. Como podemos esperar que famílias sem o mínimo básico, vão conseguir focar em estudos diante situações de fome, desespero, falta água, energia, saude fisica psicologica…ou seja, falta de humanidade por parte das politicas governamentais e do MEC, entender que educação se constrói com sensibilidade, cumplicidade e principalmente, responsabilidade. Se você nao tem o mínimo pra sobreviver, como o governo espera que essas crianças vao organizar o tempo delas para utilizar o aplicativo para estudar e aprender? Como acreditar que os pais serão capazes de incentivar uma casa com 10/12 moradores em 2 comodos, sem agua e sanemaneto básico? Como adaptar o ensino a distância, se a realidade esta completamente distante do ideal?
    É preciso ter sensibilidade, solidariedade e humanidade para lidar com estas situações, é preciso ter um olhar para a real situação dessas criancas, jovens e adolescentes, é preciso ser mais significativo e responsável do que buscar uma solução tao adversa à realidade. O governo em si, quer ter a postura de demonstrar que possuí um plano educacional viável para a pandemia e que ele está dando uma solução para o problema, apenas para depois poder jogar a culpa nos professores, pais e os proprios alunos pela ineficiência dos mesmos, apontando que a parte deles foi feita.
    Espero que essa pandemia nos ensine, abram nossas mentes para uma expansao de consciência, para que possamos ser mais verdadeiros conosco, sermos mais humanos, tendo mais compaixão, empatia e solidariedade ou vamos inevitavelmente voltarmos a caminhar a esmo, na osbscuridade, sem expectativa de mudanca/impacto socioeconômico atraves da educação ou qualquer outra ação!

  16. GABRIELE ANDRADE disse:

    Houve a necessidade de fechar as escolas etc… Para diminuir a transmissão do coronavírus
    Foi necessário tomar essa atitude pela sua gravidade do problema, os impactos da pandemia serão intensos ,o melhor a fazer é
    reconhecer esta realidade e começar a lidar com ela. Querer que em meio a tudo isso a aprendizagem das crianças e dos jovens siga seu
    curso normal via práticas à distância é o melhor a se fazer no momento ate tudo se normalizar, Claro que “não” é o ideal mais é o melhor
    a se fazer…

  17. Samyra Cardozo Santos Perim disse:

    Belo texto!

  18. Silvia Medeiros disse:

    Olá Freitas, sou jornalista e estou na construção de uma matéria sobre este tema, de que forma consigo fazer contato contigo?

  19. Beth Rochael disse:

    A criança, como ser humano que é, deve ser inserida também no espaço social que a escola oferece. Estamos educando seres para a vida e não robôs.
    A Escola Passo a Passo de Guanambi-BA, reconhece as dificuldades do momento em não expor crianças e jovens em um único espaço de sala de aula, porém o que estamos vivendo não é um caso comum, nem tampouco isolado de uma nação. É um caso mundial e que certamente trará grandes consequências a vários setores, educacional, social, moral e muitos outros.
    O que tem que ser feito no momento é procurar estratégias legais para amenizar e encarar os fatos que são nossos.
    As ESCOLAS podem sim, propor uma forma educacional à Distância, com as crianças em seus lares, instruídas pelos professores e professoras por vias da tecnologia que se encontra tão avançada.
    As ESCOLAS podem se preparar para qessa nova forma de ensinar, alfabetizar, educar. Basta que tenha apoio das famílias no sentido de conduzir as crianças instruídas pelas aulas virtuais.
    O mais difícil nisso tudo, são os pais, as mães ou responsáveis legais pelas crianças, não terem empregos ou uma forma de sustetá-las e mantê -loas bem nutridas.
    Certamente haverá de passar ou melhorar o que vivemos hoje no mundo inteiro.
    Vamos acreditar, pois o momento é de reflexão!

  20. Vanete Buecker disse:

    Perfeito. Nos apresentou uma visão muito clara da atual situação e as implicações futuras.

  21. Maria Dajuda Bispo Dos Santos disse:

    Texto bem pertinente,relevante.
    Preciso acreditar que os Professores,após Pandemia serão dignamente ,valorizados.
    Preocupa -se com pais,alunos, EaD ,calendário escolar…TUDO,advém de conhecimentos adquiridos através dos PROFESSORES.

  22. Pingback: Educação Básica a distância durante a COVID-19: solução ou novo problema? | Plural

  23. Imaculada disse:

    Excelente reflexão. Chamando à valorização do magistério, consciente de que em meio a insegurança vivida agora não tem família que consiga suprir a demanda escolar…

  24. Ulisses colacio disse:

    Qual o problema do ano escolar terminar em maio de 2021?Já o ano de 2021 programe o com seis meses,400 horas.Pronto,sem cofusao

  25. Edilene disse:

    Perfeito! Concordo plenamente!

  26. Lucas Vinícius disse:

    Perfeito artigo, professor. Li recentemente seus livro “A reforma empresarial da educação”. Na verdade, essa persistência em prosseguir, como pode, com o ano letivo tem bases na situação estrutural na qual se encontra a educação brasileira (dominada pelos interesses do capital) e grande parte dos professores, rendidos e com medo de serem demitidos das escolas particulares em que trabalham. Somos monitorados até mesmo nas redes sociais, além de termos sido coagidos a postar uma foto “trabalhando” em casa com a farda da escola para dar satisfação aos pais (tudo isso disfarçado de uma campanha). A liberdade de expressão no capitalismo é uma mera ilusão.

  27. Juliana de Souza Ferraz Curvelo disse:

    Você termina o texto com o resumo de tudo “E hora de solidariedade e acolhimento”.
    Como é bom ler algo, que no traga paz e sabedoria.
    Obrigada!

  28. Alice Moreira Correa disse:

    A situação é realmente preocupante, principalmente quando nos deparamos com dificuldades no ensino a distância. Os pais estão sempre tão ocupados com trabalho, a fazeres domésticos e etc. Não tinham tempo para acompanhar os estudos dos filhos, por um lado, agora passam mais tempo juntos. Mas por outro, esses pais não estão em muitos casos, conseguindo executar essa tarefa de maneira fácil e tranquila. Até por que, alguns não sabem ou tem dificuldade de ajudar seus filhos em suas tarefas acadêmicas.

  29. Pingback: Grupos abutres de educação a distância (EaD) fazem ofensiva durante a pandemia

  30. RAPHAEL MOTA FERNANDES disse:

    Olá professor Freitas, me chamo Raphael e estou na direção atual do SEPE-RJ. Gostaríamos de convidá-lo para um debate ( live ) sobre o ano letivo, onde o senhor e outros debatedores debateriam propostas para o ano letivo.
    Por gentileza, se possível me mande um e-mail para trocarmos informações.
    phaelmota@gmail.com

    Abraço

  31. sara juliana disse:

    ÓTIMO TEXTO PROFESSOR.
    TODOS OS DIAS PENSO O QUE SERÁ DA EDUCAÇÃO EM MEIO A ESSA PANDEMIA, NÃO TEM SIDO FÁCIL, SOU ESTUDANTE E MÃE DE UMA ESTUDANTE EM FASE DE ALFABETIZAÇÃO. IMAGINO OS PAIS QUE NÃO SABEM LER, TENTANDO ENSINAR SEUS FILHOS, E AINDA AS PREOCUPAÇÕES, COM FALTA DE RECURSOS, O SUSTENTO, O ALUGUEL, PREOCUPADOS COM A SAÚDE, É MOMENTO DE REFLETIR O QUE É MELHOR PARA TODOS NÓS, ACREDITO QUE IREMOS SAIR VENCEDORES DESTA SITUAÇÃO EM QUE A HUMANIDADE TEM ENFRENTADO!

    • Israel disse:

      Eu não li os comentários, apenas o texto de Luís, embora longo, mas interessante. Quall seria sua reflexão sobre a rede particular?

  32. Pingback: Educação Básica na Pandemia_coletânea de matérias públicas na grande mídia e youtube | APACAP

  33. Edivaldo dos Santos Nascimento disse:

    Muito bom o texto. Compacto desta sua opinião professor Freitas.

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