Quando os reformadores se calam

Postado originalmente na Uol em 23/10/2011

 O QUE PODEMOS APRENDER COM A FINLÂNDIA?

By Diane Ravitch, no Education Week – 11 de outubro de 2011

(…) O que torna o sistema escolar finlandês tão incrível é que os alunos finlandeses nunca fazem um teste padronizado até chegar ao seu último ano de colégio, quando então têm um exame de ingresso para a admissão na faculdade. Seus próprios professores projetam seus testes, por isso os professores sabem como seus alunos estão se desempenhando e o que eles precisam. Há um currículo nacional – diretrizes amplas para garantir que todos os alunos tenham uma educação integral – mas não é prescritivo. Os professores têm uma extensa responsabilidade no planejamento do currículo e da pedagogia em sua escola. Eles têm um grande grau de autonomia, porque eles são profissionais.

A admissão aos programas de formação de professores no final do ensino médio é altamente competitiva, e somente um em 10 ou até menos qualifica-se para programas de formação de professores. Todos os professores finlandeses passam cinco anos em um rigoroso programa de estudo, pesquisa e prática, e todos eles terminam com um diploma de mestrado. Os professores estão preparados para todas as eventualidades, incluindo alunos com deficiência, estudantes com dificuldades de linguagem, e alunos com outros tipos de problemas de aprendizagem.

As escolas que visitei me lembraram das nossas melhores escolas privadas progressivas. Elas são ricas em artes, em jogos, e em atividades. Vi belos campi, incluindo alguns com arquitetura deslumbrante, cheia de luz. Eu vi turmas pequenas, embora o tamanho da classe oficial para o ensino fundamental seja de 24, eu nunca vi uma classe com mais de 19 crianças (e esta tinha dois professores assistentes para ajudar as crianças com necessidades especiais).

Professores e diretores repetidamente me disseram que o segredo do sucesso finlandês é a confiança. Os pais confiam nos professores porque eles são profissionais. Professores confiam uns nos outros e colaboram para resolver problemas comuns, porque eles são profissionais. Professores e diretores confiam uns nos outros, porque todos os diretores foram professores e têm uma experiência profunda. Quando perguntei sobre a deserção de professores, foi-me dito que os professores raramente deixam o ensino, é um grande trabalho, e são altamente respeitados.

Continue lendo em:

http://blogs.edweek.org/edweek/Bridging-Differences/2011/10/what_can_we_learn_from_finland.html

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
Esse post foi publicado em Links para pesquisas, Postagens antigas da UOL, Responsabilização/accountability e marcado . Guardar link permanente.

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