Educação infantil: evidências para o debate

Obama está olhando para a pré-escola. O debate é sobre os impactos dos programas de apoio à pré-escola. Há estudos que sugerem o impacto de 7 dólares de ganho para cada 1 dólar aplicado em pré-escola. A discussão é sobre evidência empírica.

A questão está posta porque a crise americana tem jogado milhões de crianças na pobreza. Exatamente 23% das crianças americanas estão catalogadas na faixa da miséria infantil. E tende a crescer.

Infelizmente, bem ao estilo americano, o debate tem um viés economicista: ganhos em dólares e não ganhos de formação. E de um, não se deduz automaticamente o outro. Mas a lógica simples nos diz que investir em educação infantil é algo fundamental – desde que não seja para simplesmente escolarizar antecipadamente as crianças. E é isso que estão fazendo por lá (e que alguns estão querendo que façamos por aqui). O laboratório disso é a cidade de Nova York onde crianças de quatro anos têm que fazer testes.

Segue um resumo da visão dos que apoiam Obama.

“Em resumo, quando toda a evidência é considerada se verifica que programas públicos em grande escala têm conseguido produzir significativos ganhos de longo prazo para as crianças e não apenas a crianças desfavorecidas. O tamanho dos ganhos depende da qualidade do programa. Alguns programas públicos têm sido mais eficazes do que outros. Adotar modelos que são mais parecidos com os que tiveram maior sucesso no passado aumentaria o sucesso dos programas públicos no futuro. A proposta do Presidente com foco na alta qualidade do pré-K para todas as crianças é projetada para promover exatamente este resultado. (Para saber mais sobre o que é alta qualidade em meio pré-escolar ver Pianta, Barnett, Burchinal, & Thornburg, 2009.) Além disso, universalizar o pré-K estenderia os benefícios destes programas para muito mais crianças, incluindo a metade (49 por cento) dos pré-escolares americanos que vivem em famílias abaixo de 200 por cento da linha da pobreza e outras com acesso limitado a pré-K de qualidade com as políticas actuais (Addy, Engelhardt, & Skinner, 2013; Centro Nacional de Estatísticas Educacionais, 2011).”

Veja todo o argumento aqui.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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