Mais opções para ser contra

The Answer Sheet, publiciza artigo de Michael Pons sobre o Chile onde funciona a experiência mais longa de privatização com pagamento de vouchers. Agora, o leitor pode escolher por que ser contra a privatização, se pelos dados provenientes dos Estados Unidos ou se pelos provenientes do Chile. As opções aumentaram…

Abaixo alguns trechos:

“E, no entanto, a brecha entre desempenho dos estudantes no Chile e a resultante divisão econômica, está crescendo. Três quartos das matrículas de escola pública no Chile são alunos de renda familiar pertencente aos 40 mais baixos. Apenas 10 por cento dos estudantes desfavorecidos usam vouchers para frequentar escolas privadas. Noventa por cento dos alunos de escolas particulares vêm dos 60 por cento de renda familiar superior.

As oportunidades, onde elas existiram, foram para o benefício de famílias de renda média-alta. Alunos de escolas particulares, especialmente naquelas que cobram taxas acima do valor do voucher, estão se desempenhando muito bem. Estudantes das escolas públicas lutam em meio a uma série de desafios. Cortes orçamentários levaram a um declínio geral na qualidade para os alunos carentes e estudantes com deficiência são vastamente sobre-representados nas escolas públicas, em grande parte porque as escolas públicas são o último recurso para os alunos eliminados devido a problemas de capacidade de renda, habilidade ou disciplina.”

Leia o artigo completo aqui.

Observa-se aqui o aumento da segregação. A escola pública fica sendo o último refúgio para a população mais pobre e carente, ou que necessita de apoio especial, a qual é expulsa das escolas subvencionadas ou particulares. Os dados do PISA já mostravam isso quando o desempenho médio dos estudantes chilenos mais baixo fica com a escola pública, os de desempenho médio com as subvencionadas e os de alto desempenho com as escolas privadas. A brecha aumenta. Isso desmente na prática a tese dos reformadores empresariais de que estão operando em defesa das populações mais pobres. De fato, estão fazendo da escola publica um gueto e abrindo mercado para as indústrias educacionais faturarem.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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