Ministro antecipa MecFlix pela TV Escola

Enquanto nos Estados Unidos Obama troca o seu Ministro da Educação e faz mea-culpa por ter enfiado a educação americana no maior processo de “preparação para testes” (veja aqui declaração de Obama), nosso Ministro da Educação anuncia o MecFlix:

“Durante a visita, o ministro anunciou para os alunos o lançamento de um novo programa voltado para o Enem, que será implantado pelo Mec em 2016. “Com o novo programa, implantaremos todos os dias na TV Escola uma hora dedicada ao Enem; faremos um jornal informando as melhores instituições de ensino superior do país; disponibilizaremos no site do MEC mais de 3 mil exercícios, para auxiliar o estudante; todo terceiro domingo do mês aplicaremos um exame, que resultará no diagnóstico do aluno e um guia de estudos. Saibam que quando anunciar este programa em Brasília vou falar que lancei aqui na escola Adriano Nobre, no interior do Ceará. O Brasil inteiro ouvirá falar da escola”, informou.”

Esta é a corrida para melhorar os índices, não necessariamente para melhorar a educação e a formação dos nossos jovens. Preparar para os testes, não é sinônimo de educar.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
Esse post foi publicado em Enem, Mercadante no Ministério. Bookmark o link permanente.

2 respostas para Ministro antecipa MecFlix pela TV Escola

  1. Tania Cristina Bassani Cecilio disse:

    É preciso mudar essa lógica. A solidariedade, a colaboração, a amizade, a participação são valores que realmente podem promover uma revolução na educação e (re)organizar o Estado a favor da comunidade. As instituições que tem qualidade precisam ter o compromisso público (sejam públicas ou particulares) de contribuir de alguma forma, com as instituições que precisam de mais apoio. Nós podemos socializar as nossas experiências, compartilhar recursos como bibliotecas, laboratórios, etc… Criar uma rede com uma lógica muito mais democrática e cidadã. Ninguém nos impede de fazê-lo.

  2. Remo Bastos disse:

    Brasil segue na contramão de paradigmas educacionais mais consistentes, como o finlandês, por exemplo, e insiste em continuar copiando o modelo dos EUA, mesmo quando o próprio governo americano começa a reconhecer o fracasso dessa concepção de educação.

    Esse modelo neoliberal/mercantil de educação, perspectiva educacional contemporaneamente hegemônica no planeta, subsume completamente essa esfera aos mecanismos capitalistas de mercado, destituindo-a de seu fundamental papel de veiculo do esclarecimento e da formação humana e instrumentalizando-a de forma a dinamizar e acelerar a reprodução ampliada do capital por parte da macroestrutura oligopólica de poder global.

    Em minha Tese de Doutorado, notadamente no primeiro capitulo, estou procurando mostrar como a essa macroestrutura de poder econômico capturou o sistema educacional do EUA, parasitando-o com vistas a movimentar um mercado bilionário de empresas de provimento de educação, de tecnologia da informação, de consultoria e de infraestrutura para os referidos testes padronizados, verdadeira obsessão das forças político-economicas dominantes naquela formação social. Em seguida, replicarei a análise do modelo na realidade educacional brasileira, traçando um paralelo com a conjuntura norte-americana, mas salientando as peculiaridades e os constrangimentos estruturais que aprisionam nosso modelo, marcado pela inclusão subalterna e neocolonizada nos circuitos econômicos, científicos e tecnológicos globais.

    Uma pena….

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