Goiás e São Paulo se mobilizam pela educação pública

Goiás e São Paulo se mobilizam pela educação pública. Em Goiás o foco é a manutenção da escola pública com gestão pública que se encontra em risco pelas ações de terceirização de 250 escolas por Marconi Perillo. Ato contra a terceirização acontece dia 19 de novembro.

Em São Paulo o foco é barrar a reorganização das escolas proposta por Geraldo Alckmin. A APEOESP está em estado de greve e convocou assembleia do Estado com paralisação para o dia 27 de novembro. Enquanto os países mais avançados caminham para a educação integral de suas crianças, São Paulo, um dos estados mais ricos da nação, se dá ao luxo de fechar 94 e destiná-las a outras finalidades sem ter um plano de preservar os equipamentos públicos para avançar na direção da educação de tempo integral. Esta, para ser implementada, demandará muito mais do que as 94 que estão sendo hoje fechadas.

AtoGoiasContraTerceirizaçãoGritoPelaEducaçãoPaulista

O Estado de Sergipe, com mobilização, conseguiu reverter a agressão às escolas públicas daquele Estado. Esta luta precisa ser dada agora, pois estas políticas são danosas tanto para a escola pública como para as nossas crianças. O magistério não pode abandonar as crianças a estas políticas mercadológicas que visam transformar a educação em um grande mercado para consultorias e empresas que comercializam sistemas de ensino.

A filosofia que orienta tais políticas é a de “ensinar para os testes”, é simplificar o ensino para “mostrar melhoria de índices” e eleger políticos, sonegando uma educação que promova o desenvolvimento global de nossas crianças, voltada para sua autonomia intelectual.

Ensinar para passar no teste não é sinônimo de boa educação. Vão transformar a educação brasileira em um grande “cursinho” preparatório para exames. Também em outros países este movimento de objeção a estas políticas tem tido efeitos positivos.

No caso de São Paulo, a repercussão deste fechamento nas demais escolas será o entulhamento das crianças nas salas de aula, dificultando a implantação da educação de tempo integral.

No caso de Goiás, está em jogo a transferência das escolas para a ótica do mercado, para serem administradas como se fossem pequenas empresas. Primeiro virão as Organizações Sociais sem fins lucrativos. Uma vez constituído o mercado, virão as OS com fins lucrativos nacionais e internacionais. Com a chegada das OS de grandes conglomerados internacionais, estaremos desnacionalizando a formação de nossa juventude.

Só a educação pública de gestão pública pode promover a democracia.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
Esse post foi publicado em Escolas Charters, Privatização, Reorganização escolas em São Paulo, Responsabilização/accountability, Segregação/exclusão. Bookmark o link permanente.

Uma resposta para Goiás e São Paulo se mobilizam pela educação pública

  1. Estamos aqui em Goiás nos organizando para o ato que acontecerá no dia 19/11. Será um ato composto por professores e alunos da educação básica e superior e demais pessoas que se identificam com essa pauta de luta. A educação pública em Goiás vem passando por um processo de desmonte que ao longo de seis anos já possuiu diferentes frentes. Prof. Luiz Carlos de Freitas estou com fotografias do ato que realizamos no dia 12/11 e gostaria de compartilha-las com você. Penso que nesse comentário você poderá ter acesso ao meu e-mail (paranhos.rones@gmail.com). Um abraço e muito obrigado pelas publicações em seu blog.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s