Evaldo Piolli analisa a MP do ensino médio

“Essa reforma deverá aprofundar essas diferenças na oferta, o que tem muita similaridade com as Reformas do Ministro Gustavo Capanema nos tempos da ditadura Vargas disseminou a ideia de uma “educação para os pobres” atrelada à profissionalização… o que também ocorreu com a reforma promovida pela Lei n. 5.692/1971, dos tempos da ditadura civil-militar.

Como sempre, os estudantes de origem social privilegiada e com uma condição socioeconômica mais elevada não se submeterão aos imperativos dessa reforma. No entanto, os estudantes de baixa renda serão incentivados e estimulados a buscar a profissionalização e o mercado de trabalho. Devemos lembrar que o texto da MP não garante que mais de uma formação seja oferecida por determinado sistema.

Penso que o projeto também limitará o acesso dos jovens de baixa renda ao ensino superior público. Tenho lido e escutado algumas entrevistas sobre isso. Os defensores dessa reformam, tem dito que o jovem para ter sucesso não precisa acessar o ensino superior. Para mim, a Universidade Pública, com essa medida, tenderá a caminhar na direção contrária da tendência recente, tornando-se ainda mais elitizada.”

Leia íntegra da análise aqui.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
Esse post foi publicado em Assuntos gerais, Mendonça no Ministério. Bookmark o link permanente.

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