Para onde vai a formação de professores?

O MEC informou, participando do Fórum Estadão sobre o ensino médio, que estuda medidas para a formação de professores. Entre elas estão: criar até o final do ano uma nova base para os currículos de licenciatura (conteúdos e habilidades que toda licenciatura deveria ter), reforçar a complementação pedagógica a distância e criar especializações no ensino médio que apresentem aos alunos a carreira de professor. As medidas deverão ser apresentadas em outubro.

O governo também quer usar os programas federais como ProUni e o Fies para induzir as universidades a adotarem a nova base curricular.

“A gente tem, por exemplo, (a possibilidade de) os financiamentos estarem atrelados a determinados modelos curriculares”, diz o secretário de Educação Básica do MEC, Rosieli Soares da Silva. “Se tivermos uma orientação no MEC dizendo qual é o mínimo que um professor tem de saber, teremos condições de influenciar com muito mais efetividade as redes privadas”, afirmou.

Não está descartada a antecipação da formação de professores para o ensino médio. A Secretária Executiva, Maria Helena, menciona a inclusão entre os itinerários formativos do ensino médio.

“Não é formá-los para serem professores no nível médio, mas prepará-los para seguir a licenciatura e entender o que é a carreira de docente”, diz Maria Helena. “Mas não há decisões tomadas ainda.”

Leia mais aqui com informações do Estadão.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
Esse post foi publicado em Mendonça no Ministério, Responsabilização/accountability e marcado . Guardar link permanente.

4 respostas para Para onde vai a formação de professores?

  1. Gostando ou não das reformas que estão sendo feitas, penso que se as universidades públicas brasileiras não se movimentarem no sentido de mostrar ao governo que estão dispostas a fazer algo coerente com as tais reformas, elas vão acabar perdendo as licenciaturas, como ocorreu na Inglaterra.

  2. Malvina Tuttman disse:

    Indignação! Esse é o meu sentimento ao ler a notícia! A Comissão Bicameral de Formação de professores/CNE não foi ouvida em nenhum momento pelo MEC. O Secretário da Educação Básica do MEC faz parte dessa Comissão e pouco comparece aos encontros mensais. Estão ignorando a Resolução 2/2015, DCNs para a formação inicial e continuada de professores, elaborada e aprovada pelo CNE, sendo o relator o respeitado Prof. Luiz Dourado. Essa Resolução e o Parecer que a acompanha foram homologados pelo Ministro da Educação em 2015. É uma construção respeitosa porque construída coletivamente, com a participação das nossas Associações Educacionais, e por vários profissionais e Instituições que participaram das audiências públicas.
    Enquanto atual Presidente da Comissão Bicameral vou me pronunciar no CNE, por escrito e oralmente, na reunião do Pleno, na próxima semana.

  3. Pingback: ED 174 – Jornal Pensar a Educação em Pauta

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