As mães das praças de Doria

As mães protestam pela segunda vez: uma em frente à casa de Doria e outra no MASP em São Paulo. Este é um acontecimento novo e que precisa ser devidamente analisado pelos movimentos de resistência às políticas em curso no Brasil. A questão é por que elas estão protestando sozinhas com seus filhos e não estão sendo apoiadas pelos professores, movimentos sociais e sindicatos.

Na primeira manifestação, em 12 de outubro, 30 mães protestaram contra o fim do ensino em tempo integral nas creches da administração Doria.

“Cerca de 30 pais e mães, acompanhados de ao menos 15 crianças, chegaram à casa às 10h com cartazes, gritando palavras de ordem. Eles fizeram um piquenique com os pequenos. Doria está na Itália.

“Fomos avisados de que no ano que vem a creche não vai atender crianças de 4 e 5 anos em período integral. Elas irão para escolas, em meio período. Só que trabalhamos e não temos onde deixá-las”, disse a auxiliar de escritório Veraneide Pinheiro da Luz, 42.”

Nesta sexta-feira, dia 20 de outubro, mais mães acompanhadas de seus filhos protestaram contra a farinata de Doria – alimento feito com produtos próximos à data de vencimento que ele quer dar para as crianças na merenda escolar:

“Mães com filhos matriculados no ensino público da rede municipal paulistana estão mobilizadas contra a distribuição da “ração humana” do prefeito João Doria (PSDB) na merenda escolar. Elas organizaram para hoje (19) o “Primeiro Ato Contra Ração Humana na Merenda de Nossos Filhos”. A manifestação, que conta com mais de 7 mil interessados inscritos no Facebook, começou às 18h no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, região central da capital.”

Nos Estados Unidos, os pais desempenham um papel muito importante na luta contra as políticas de responsabilização baseadas em testes e contra a privatização da educação. Precisamos sair dos modelos clássicos de resistência e incorporar outros atores na luta, sem os quais não vamos conseguir barrar as políticas em curso.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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Uma resposta para As mães das praças de Doria

  1. Ciliara Aparecida disse:

    Porquê os Ceis estão fechando as portas para crianças de o a 1 ano e oito meses?
    O CEI Icame Tiba antes HSPM havia berçários I e ll , AGORA para o ano de 2018, não terá mais espaço para essa faixa etária, um absurdo.

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