USA: fraude em terceirização para Charters

A mercantilização da educação traz para dentro dela os problemas que existem nos negócios em geral: competição e fraudes. Uma das maneiras mais usuais é inflar o número de crianças atendidas e com isso faturar mais do Estado, o qual paga as charters pelo número de alunos que atendem. Os reformadores empresariais dizem que isso é falha de regulação, mas será que em 25 anos de existência das charters nos Estados Unidos aquele país não aprendeu a regular a atividade do setor? Ou a chamada “regulação” é apenas uma desculpa para continuar no caminho errado?

Fraudes acontecem a diário nos Estados Unidos. A fraude do dia vem de Ohio:

“Um auditor do Estado de Ohio está exigindo que as empresas de propriedade de Bill Langer, fundador da rede de escolas charter ECOT (Electronic Classroom of Tomorrow), devolvam milhões de dólares ao Departamento de Educação do Estado, dinheiro que eles “cobraram a mais” por inflacionar taxas de atendimento de crianças. Uma avaliação do comparecimento de crianças às escolas constatou que o ECOT foi paga por atender 9 mil estudantes a mais em 2015-2016 do que pode documentar, um excesso de 40%.”

Leia mais aqui.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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