Ravitch: destruir não é reformar

Diane Ravitch escreve no Huffpost:

“Um dos aspectos mais irritantes do movimento de privatização é que eles fingem ser progressistas. Eles não são. Eles são reacionários, e eles têm a história para provar isso.

Eles roubaram a palavra “Reforma”, para que eles pudessem fingir que queriam melhorar as escolas em vez de admitir que queriam substituir escolas públicas por escolas religiosas, escolas privadas, escolas com fins lucrativos, escolas on-line, tudo menos escolas públicas. Dica: Destruição não é reforma.”

Leia mais aqui.

Tem razão Diane Ravitch. Os reformadores procuram passar a ideia de que quem defende a escola pública é defensor do “status quo” e que eles é que são a “novidade” o “anti-status quo”, a inovação. Ora, defender a escola pública não significa aceitar a atual escola pública tal como ela é. Significa apenas defender que o sistema de educação pública continue existindo exatamente para que possamos melhorá-lo.

A proposta dos reformadores é proposta de preguiçosos. Não sabendo como administrar o sistema público, propõe simplesmente a sua destruição.

Ela ainda afirma que “admira os sindicatos dos professores”:

“Os sindicatos dão aos trabalhadores uma voz coletiva. Um trabalhador isolado não tem voz.”

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
Esse post foi publicado em Assuntos gerais, Escolas Charters, Privatização, Responsabilização/accountability, Vouchers e marcado , , , . Guardar link permanente.

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