Base de dados na Educação Profissional

Com dados que incluem os estudantes, o MEC desenvolve plataforma que armazenará dados em uma grande base. Ter dados confiáveis é fundamental para o processo de acompanhamento, mas a questão que se coloca é a de “acesso”.

Estas bases da dados, se abertas, são um manancial para empresários selecionarem estudantes de acordo com seu desempenho nos estudos. Se isso for permitido, os estudantes correm o risco de ter sua vida profissional condenada a partir do desempenho durante o curso, aprofundando a segregação. É fundamental que se divulguem as regras de proteção dos dados e níveis de acesso.

“O Ministério da Educação publicou nesta quinta-feira, 4, portaria que cria a Plataforma Nilo Peçanha (PNP) e a Rede de Coleta, Validação e Disseminação das Estatísticas (Revalide). O objetivo é reunir os dados completos da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, que conta com mais de 640 unidades de ensino, e assim subsidiar a avaliação dos processos educacionais, de forma a promover a qualidade educacional e tornar mais eficiente a gestão dos programas e das políticas públicas em educação profissional e tecnológica. Tudo será realizado de forma colaborativa com integrantes da própria Rede e coordenado pelo MEC.

A plataforma vai reunir dados sobre o corpo docente, estudantes, quadro técnico-administrativo e de gastos financeiros de todas as unidades da Rede Federal. Essas informações vão embasar o cálculo dos indicadores de gestão monitorados pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do MEC.”

“A partir de seus resultados poderemos dar resposta a importantes questões educacionais: Quantos alunos esta Rede tem? Em que cursos estão matriculados? Como é a distribuição por sexo, cor, turno e renda? Quais são as taxas de evasão e conclusão? Qual o gasto anual por aluno matriculado? Como é a composição de seu corpo de professores e técnicos administrativos? Enfim, a partir dessa Plataforma poderemos conhecer com mais detalhes a mais antiga rede educacional deste país.”

Leia mais aqui.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
Esse post foi publicado em Mendonça no Ministério, Segregação/exclusão e marcado . Guardar link permanente.

Uma resposta para Base de dados na Educação Profissional

  1. Istael disse:

    Fico pensando se a intenção não será produzir dados insatisfatórios, para justificar possíveis privatizações.

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