Buenos Aires quer fechar Institutos de Formação Docente

Desde o final do ano passado os argentinos lutam em Buenos Aires contra uma lei que ameaça fechar os Institutos de Formação Docente. Em Buenos Aires eles são 29. A proposta é substituí-los por uma única univesidade, uma Universidade de Formação Docente ou Universidade Pedagógica, agregando os 40 mil estudantes. Com isso, serão fechadas também as Escolas Normais Superiores e congêneres.

No último dia 9 de maio de 2018 a comunidade dos Institutos se manifestou na Assembleia Legislativa:

“Nesta quarta-feira, membros da comunidade dos 29 institutos de formação de professores da Cidade de Buenos Aires se manifestaram nas proximidades da Assembleia Legislativa de Buenos Aires, pedindo que Cambiemos não avançasse com o projeto” UniCABA “. O mesmo prevê o fechamento das Escolas Superiores Normais, das Escolas Superiores de Ensino Artístico, dos Institutos de Ensino Superior de Formação de Professores e da Escola de Professores, de forma a concentrar os cerca de 40 mil alunos, numa única Universidade.

O projeto de lei do partido no poder gerou polêmica em todos os setores relacionados, uma vez que apresenta uma série de problemas que afetam os direitos dos professores que atuam no nível superior, bem como graves complexidades para os alunos. Com a ideia de abrir as suas portas em 2019, a universidade funcionará sob a égide do Ministério da Educação da Cidade, liderado por Soledad Acuña, sendo esta última que nomeará o reitor da nova instituição, que por sua vez será responsável por planejar seu estatuto “.

Mariano Romano, presidente do Centro de Estudantes do Joaquín V. González (CEJVG), analizou a proposta:

“Ao criar esta Universidade Pedagógica não só se pretende centralizar as decisões, as produções e os espaços de discussão e decisão destes institutos, mas – e de mãos dadas com a centralização – controlá-los. E sufocar os espaços que estão resistindo a diferentes tipos de educação, trabalho, gênero, direitos humanos e outras políticas. Assim, pretende continuar prejudicando a educação pública que tenta ser livre e de qualidade, o projeto ainda avança na comercialização e privatização da educação.”

Juan Manuel Becerra entende que esta política tem o objetivo de implantar as recomendações do Banco Mundial, apresentadas em um documento em 2014.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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