USA: relatório sobre bônus é falho

O National Education Policy Center (NEPC) examina e reprova novo relatório sobre a criação de um “Fundo de Incentivo ao Professor” com a finalidade de pagamento de bônus a professores e diretores, em função da melhora do desempenho dos estudantes da escola. A revisão aponta os problemas metodológicos que invalidam as conclusões do mesmo.

BOULDER, CO (27 de fevereiro de 2018) – Evaluation of the Teacher Incentive Fund: Final Report on Implementation and Impact of Pay-for-Performance Across Four Years, publicado pelo Institute of Education Sciences (IES), avalia os beneficiários de quatro anos de implementação do subsídio do Fundo de Incentivo ao Professor em 2010, para determinar se os bônus de pagamento por desempenho (PFP) para professores e diretores melhora o desempenho dos alunos.

O relatório do IES observa que o objetivo do bônus por desempenho é motivar o melhor desempenho do educador e atrair e reter professores mais eficazes, aumentando assim o desempenho dos alunos. Uma das descobertas do relatório é que o bônus por desempenho aumentou marginalmente os resultados dos testes dos alunos em leitura e matemática até o segundo ano e que estava associada a classificações de observação de sala de aula um pouco mais altas. No entanto, também inclui uma constatação de que as classificações de observação em sala de aula não estavam associadas aos resultados dos testes dos alunos e que o bônus não teve efeito no preenchimento de vagas para professores.

A professora Francesca López, da Universidade do Arizona, analisou o relatório e essas descobertas potencialmente interessantes. Ela aponta vários problemas nas análises do relatório. A pesquisa, ela explica, usa locais não comparáveis ​​e incorpora uma “variedade de medidas de resultados de validade questionável”, resultando na sua falta de utilidade para os formuladores de políticas.

Embora várias análises completas sejam apresentadas, López expressa preocupação pelo fato dos dados simplesmente não apoiarem as “numerosas recomendações implícitas do relatório [sugerindo que] a PFP promete resolver disparidades de desempenhos em escolas com alunos de alta necessidade.” “Pelo contrário”, ela escreve, “as evidências são insignificantes”. Da mesma forma, López explica que o relatório carece de suporte ao sugerir que o bônus é mais econômico do que reduzir o tamanho das turmas.”

Baixe aqui a revisão do NEPC feita por Francisca A. López.

Baixe aqui o relatório original do Institute of Education Sciences: “Evaluation of the Teacher Incentive Fund: Final Report on Implementation and Impact of Pay-for-Performance Across Four Years”.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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