Pais redescobrem o magistério

Diane Ravitch escreve em seu blog sobre a redescoberta da importância do magistério que a pandemia está propiciando:

“Valerie Strauss escreveu um artigo delicioso sobre pais que têm recentemente demonstrado respeito para com os professores, agora que a pandemia os obrigou a se tornarem professores em casa.

Eles descobriram que ensinar não é fácil. Eles perceberam o quão difícil é ensinar duas ou três crianças e ficam surpresos que os professores possam lidar com salas de 24 ou mais ao mesmo tempo.

Muitos pais em todo o país – e, presumivelmente, em todo o mundo – estão desenvolvendo um novo apreço pelos professores de seus filhos,  agora que estão em casa com eles durante a pandemia de coronavírus assumindo o papel de educadores. Cerca de 1,5 bilhão de estudantes em todo o mundo foram afetados pelo fechamento de escolas durante a crise, e os pais cujos empregos não são considerados “essenciais” para manter o país funcionando estão em casa, assumindo o papel de professores improvisados. É muito mais difícil do que muitos deles imaginavam, como você pode ver no tweet abaixo. Um dos pais, Shonda Rhimes, twittou:

“Ensinei em casa uma criança de 6 e de 8 anos por uma hora e 11 minutos. Os professores merecem ganhar um bilhão de dólares por ano. Ou por semana.”

Leia aqui.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
Esse post foi publicado em Assuntos gerais, Avaliação de professores, Homeschooling e marcado . Guardar link permanente.

5 respostas para Pais redescobrem o magistério

  1. Cecilia Goulart disse:

    Que louvor às professoras e aos professores! Lindo! Obrigada!

  2. Valentino Ruy disse:

    Otimismo um pouco ingênuo, devo dizer.
    Os empresários da educação já estão aproveitando a situação para colocar em prática algo que se via na Reforma do Ensino Médio: a substituição de aulas na educação básica para o formato EAD (agora com 100% da carga horária).
    Isso só significa uma coisa à classe docente: mais carga de trabalho não remunerado, trabalhos mais baixos, maior competição e sucateamento dos processos educacionais.
    Em escolas particulares já existem “abaixo-assinados” dos pais pedindo a diminuição do salário dos professores para que ganhem um abatimento nas mensalidades.
    No caso da educação, tudo indica que precarização das relações trabalhistas será a regra de ouro no período “pós-corona”.

  3. Ensinar é uma arte e requer muita paciência, criança gosta de brincar, de estar em contato com outras crianças, e o isolamento não favorece o conhecimento social.

  4. Pingback: Educação em debate, edição 270 – Jornal Pensar a Educação em Pauta

  5. Pingback: A pandemia e a valorização do magistério | CONTEE - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino

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