“Em entrevista à Folha, Marilena Chaui, filósofa e professora emérita da USP, analisa que condenação de Bolsonaro abre nova percepção sobre o Brasil, mas se declara pessimista sobre o país, em um momento em que a extrema direita se fortalece e a esquerda parece perdida e fragmentada, até mesmo pela ação dos movimentos identitários. Na conversa ela reafirma e reforça a famosa declaração de que odeia a classe média, defende a visão marxista de que a economia é o melhor método de pensar o mundo e compara o cancelamento a um assassinato.”
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A comparação do cancelamento com assassinato é perturbadora, mas faz pensar sobre o efeito real que essas práticas têm na vida das pessoas. Será que a esquerda, ao fragmentar-se nesses debates, não acaba perdendo a capacidade de construir um projeto coletivo de verdade?