Muita reforma para pouco resultado

Postado originalmente na Uol em 7/12/2010

Este é o mote que mais se ajusta aos Estados Unidos da América do Norte.

Depois de todo alarde com as reformas que introduziram o mercado e a lógica dos negócios na educação, o país patina e não consegue avançar na educação.

Estagnado, assistimos agora à divulgação da avaliação do NAEP, o SAEB dos Estados Unidos, mostrar que a avaliação do final do ensino médio (12o. ano de estudos) está sem mudanças expressivas desde os anos 90.

Entre 2005 e 2009, para falar das medições mais recentes, o resultado médio variou de 286 para 288 pontos (2 a mais) em uma escala de 500 pontos. Mais que pífio, para quem fez a reforma privatista mais agressiva do planeta. Se um Estado ou outro do país está melhor em suas medições estaduais é porque como aponta D. Ravitch, afrouxaram as exigências nos exames locais para obter verba federal.

Confira: http://www.edweek.org/ew/articles/2010/11/18/13naep.h30.html?tkn=MRZFSB0QJ1N%2BjLsHP26js9uigAH6g%2Flp5cX2&cmp=clp-edweek

É isso que querem nos oferecer – com apoio dos liberais brasileiros – para melhorar a educação brasileira.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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