Enquanto vamos entrando, Chile vai saindo…

O Congresso Nacional do Chile aprovou dia 26-01-15 a reforma da educação que elimina o lucro no âmbito da educação nacional. No Chile utilizaram-se todas as artimanhas milagrosas copiadas das ideias americanas nas últimas décadas. Resultado: o lucro tomou conta da educação e a segregação educacional aumentou. Bachelet cumpre assim promessa feita em campanha para eliminar o lucro, o co-pagamento dos pais e a segregação de alunos nos estabelecimentos subvencionados pelo Estado. A reforma entra em vigor no próximo ano.

“El proyecto de ley tiene por objeto terminar con las desigualdades estructurales del sistema educativo, a fin de garantizar a todos los chilenos el derecho a una educación de calidad, sustentada en tres ejes: el fin del lucro en establecimientos que reciben recursos públicos, el término de la selección escolar y la derogación del sistema de financiación compartido. En esa línea, Bachelet destacó que con este proyecto, “aseguramos que los recursos públicos se inviertan en la educación de nuestros niños y jóvenes, lo que nos parece que es un inicio para avanzar en calidad. También nos va a permitir que nunca más nuestros niños y niñas puedan ser discriminados por sus condiciones familiares y sociales”, agregó la mandataria.”

“Durante la parte final de la sesión donde se debatió la reforma educativa, el presidente de la Cámara baja, Aldo Cornejo, ordenó el desalojo parcial de las tribunas, después de que algunos integrantes de la Confederación de Padres y Apoderados de Colegios Particulares Subvencionados (Confepa) protagonizaran una protesta”.

Enquanto isso, vamos por aqui na contramão: pensamos em terceirizar a educação, financiar empresas educacionais com fins lucrativos com dinheiro público e outras coisas. O dinheiro público deixa de ser aplicado nas escolas públicas e vai para o bolso dos empresários, atrasando a melhoria da qualidade da educação pública.

Mais um país contraria a ilusão dos nossos reformadores empresariais da educação brasileira, a de que privatizando por terceirização e outras formas pegamos um atalho que melhora a qualidade da educação, milagrosamente. A realidade parece contrariar a intuição.

Vejam materia aquí.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
Esse post foi publicado em Meritocracia, Privatização, Responsabilização/accountability, Segregação/exclusão e marcado . Guardar link permanente.

Uma resposta para Enquanto vamos entrando, Chile vai saindo…

  1. Antonio Filho disse:

    Para poder entender o processo de privatização do ensino público, a reforma curricular e as invertidas do Estado no setor privado, é necessário olhar os documentos internacionais, principalmente os que são patrocinados pelo Banco Mundial, FMI, ONU, UNESCO e EU, que ditam como os países pobre ou em transição devem proceder para ter qualidade no seus sistemas educacionais. Quan
    do há o rebatimento no Brasil desses documentos, chega como o nome bonito e de projeção, “Brasil Alfabetizado”, “Programa Universidade para Todos” etc nada mais é que a derivação de um conjunto orquestrado para fazer os grandes empresários terem lucro. Isso é a profunda crise que vem desencadeando o processo de mercantilização da educação, que é um artigo muito utilizado e difundido.

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