Escolas Charters: relatório vaza na Carolina do Norte

Diane Ravitch divulga em seu blog relatório sobre as escolas charters na Carolina do Norte que estava sendo mantido oculto pelo governo daquele estado. O relatório não contém boas novas para os amantes das escolas charters. Eis o resumo:

“Uma característica definidora das escolas charters é que elas introduzem um forte elemento de mercado na educação pública. Neste artigo, vamos examinar a evolução do sector das escolas charters na Carolina do Norte entre 1999 e 2012 através da lente do modelo de mercado. Nós examinamos as tendências do mix de alunos matriculados em escolas charters, o desequilíbrio racial das escolas charters, padrões de qualidade de estudante emparelhados pela composição racial das escolas, e a distribuição dos ganhos de desempenho em pontuação de teste, comparados com aqueles em escolas públicas tradicionais. Além disso, usamos modelos de efeitos fixos de estudantes para examinar medidas causais plausíveis de eficácia da escola charter. Nossos resultados indicam que as escolas charters na Carolina do Norte estão cada vez mais servindo aos interesses dos estudantes brancos relativamente capazes em escolas racialmente desequilibradas, e que apesar das melhorias no setor de escolas charters ao longo do tempo, as escolas charters ainda não são mais eficazes, em média, do que as escolas públicas tradicionais.”

Baixe o relatório aqui.

Tudo isso depois de mais de doze anos de utilização do modelo das escolas charters naquele estado. Nas conclusões os autores são mais claros quanto à segregação dos estudantes:

“Como resultado, as forças do mercado tendem a conduzir não só a consumidores mais satisfeitos, mas também para a segmentação do mercado, o que no caso das escolas é tipicamente marcado pela raça do aluno.”

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor aposentado da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
Esse post foi publicado em Escolas Charters, Links para pesquisas, Privatização, Responsabilização/accountability, Segregação/exclusão. Bookmark o link permanente.

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