MT: greve contra a privatização da educação

O SINTEP MT colocou entre suas reivindicações a paralisação dos processos de privatização que estão sendo conduzidos pelo governo no estado do Mato Grosso. A categoria decretou greve.

Educadores definem greve por tempo indeterminado na rede estadual

Os profissionais da educação da rede estadual de ensino de Mato Grosso deliberaram pela greve, por tempo indeterminado, a partir de terça-feira (31.05). A categoria definiu também por se manter em assembleia geral permanente, buscando a negociação. A mobilização foi deflagrada hoje (23.05), na Escola Estadual Professor Nílo Póvoas, em Cuiabá, com a presença de mais de 2 mil profissionais, além de estudantes.

A Assembleia foi fortalecida por profissionais de Cuiabá e Várzea Grande e as representações de 116 municípios que participaram do Conselho de Representantes, no final de semana. Além de estudantes, que apoiam a luta contra a privatização da Educação, implementada pelo Governo via MTPAR.

A categoria exige definição do Governo para três pontos básicos de reivindicação: calendário de realização de Concurso Público para o Estado de Mato Grosso; Pagamento da Revisão Geral Anual (RGA), para o cumprimento integral da Lei 510/2013 (11,27% + 7%), direito dos trabalhadores; e, romper com o MTPAR, a política de privatização da gestão e da administração das escolas.

A discussão e avaliação da pauta aprovada pelo Conselho foi contemplada nas falas dos profissionais durante a Assembleia. A presença maciça dos trabalhadores e trabalhadoras da Educação, revelou a discordância com as políticas para a Educação estadual implantadas pela gestão Pedro Taques. A indignação da categoria com o Governo resultou, inclusive, com o apoio dos estudantes, que ocupam escolas em protesto pelos registros de corrupção na Seduc/MT e contra a privatização da Educação.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) Henrique Lopes do Nascimento, diz que a Assembleia confirmou o sentimento manifestado pelos trabalhadores/as desde a decisão pelo Estado de Greve, em 2015. Conforme ele, a Assembleia deliberou pela greve, mas abertos a negociação. “Esperamos que o Governo do Estado venha a público buscar a negociação com os trabalhadores para evitar a greve. A greve se evita com o cumprimento dos pontos de reivindicações apresentados”, disse.

Leia mais aqui.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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Uma resposta para MT: greve contra a privatização da educação

  1. abraao de oliveirs disse:

    lutamos pela valorizacao do nosso piso salarial e de escolas com melhores condicoes fisicas para dar condicoes basicas de manter os alunos no periodo de 4 horas nas dependencias da escola o relaxo e tanto que os alunos nao tem nem papel higienico pra uso nos banheiros imundos e sem portas

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