Mais “junk science” sobre a eficiência das Charters

Em nova revisão publicada pelo NEPC, outro relatório sobre a eficiência das escolas charters é, mais uma vez, reprovado. O NEPC tem feito um trabalho muito bom eliminando o “lixo científico” que tenta justificar a superioridade destas escolas, a partir de relatórios e estudos que são feitos por institutos privados e que operam fora das regras da academia. Submetidos a regras metodológicas sérias, não passam.

Agora é a vez de uma avaliação feita em Milwaukee que tentava sugerir, em relatório feito pelo Wisconsin Institute for Law and Liberty, que as escolas mais eficientes de lá seriam as escolas charters, por sua autonomia. O relatório não fornece evidências disso, segundo avaliação de Casey Cobb, da Universidade de Connecticut.

Baixe a revisão do NEPC aqui.

Baixe o relatório original aqui.

O relatório foi considerado muito fraco para poder orientar a elaboração de política pública.

“Cinco grandes problemas surgem da abordagem do relatório, diz Cobb. Em primeiro lugar, os resultados dos testes não representam precisamente os propósitos das escolas. Em segundo lugar, o relatório não discute fatores que podem invalidar sua suposição de que há uma contabilidade financeira uniforme entre as escolas e tipos de escolas. Em terceiro lugar, a descrição analítica do estudo é incompleta, tornando difícil sua interpretação. Em quarto lugar, o conceito de “autonomia” nunca é realmente definido, sendo usado apenas como termo vago que sugere independência, assim, o comportamento autônomo é assumido em virtude apenas do seu carácter de escola charter. O relatório, em seguida, faz afirmações fortes, mas não evidenciadas, sobre a “eficiência” superior das escolas charter, com base no fato de que elas têm mais autonomia. Finalmente, apesar da análise do relatório controlar algumas características demográficas da escola, ele não parece controlar o efeito de seleção, efeito que pode ser fatal para suas conclusões.
Como resultado de suas falhas múltiplas, e porque as suas conclusões não são suportadas pela evidência apresentada, o professor Cobb conclui que o relatório é de pouca ou nenhuma utilidade para os formuladores de políticas.”

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
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