Aumentando as “crises” para justificar “soluções”

A revista Piaui fez um factchek da seguinte afirmação do Ministério da Educação:

 “As notas dos estudantes no exame do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) praticamente não cresceram…”

A verdade:

“De acordo com dados do Ministério da Educação, desde 2005, o primeiro ano da série histórica do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, as notas dos estudantes brasileiros aumentaram em todos os segmentos avaliados.

Nos anos iniciais do ensino fundamental, a média nacional foi de 3,8 em 2005 para 5,5 em 2015, ultrapassando a meta de 5,2 traçada pelo próprio governo para aquele ano. Nos anos finais do ensino fundamental, a nota subiu de 3,5 para 4,5, no mesmo período. A meta nessa etapa era chegar a 4,7. Por fim, no ensino médio, o Ideb saiu de 3,4, em 2005, para 3,7, em 2015.

Se observado apenas os indicadores das escolas públicas, também há melhora na pontuação.

Ao analisar o Ideb por estado, os números mostram que há crescimento em todos os estados nos anos iniciais e finais do ensino fundamental. No ensino médio, três unidades da federação apresentaram uma piora entre 2005 e 2015: Minas Gerais caiu de 3,8 para 3,7; Rio Grande do Sul foi de 3,7 para 3,6; e Sergipe saiu de 3,3. para 3,2. Todos os outros tiveram crescimento.”

Leia mais aqui.

Para entender o que se pretende com a “construção da crise”, leia artigo de Zara Figueiredo aqui e para um paralelo com o que foi feito nos Estados Unidos para incentivar a privatização da educação daquele país, leia o livro : Berliner, D. C. and Biddle, B. J. (1995) The Manufactured Crisis: myths, fraud and the attack on America’s Public Schools. New York: Basic Books.

Sobre Luiz Carlos de Freitas

Professor da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP - (SP) Brasil.
Esse post foi publicado em Escolas Charters, Mendonça no Ministério, Meritocracia, Privatização, Responsabilização/accountability, Vouchers e marcado . Guardar link permanente.

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